Campos 24 Horas - Há histórias que atravessam o tempo dentro do serviço público. Histórias construídas entre processos, corredores, reuniões e, também, entre descobertas, medos, aprendizados e afetos. Na Secretaria de Gestão de Pessoas e Governança Digital, duas trajetórias mostram como a maternidade transforma não apenas a vida pessoal, mas também a forma de servir ao outro.
Prestes a completar 27 anos de serviço público, Any Campos carrega uma relação afetiva com a Prefeitura de Campos que se confunde com a própria construção da sua vida. Foi ali, depois da posse em 1999, que vieram também algumas das experiências mais marcantes da sua trajetória: a maternidade de Any Catharine, hoje com 20 anos, e Maria Fernanda, de 15. (Leia mais abaixo)
Ao longo dos anos, Any aprendeu a dividir o tempo entre as demandas do trabalho e a intensidade da maternidade. Entre tarefas, responsabilidades e a rotina acelerada, descobriu que ser mãe exige habilidade para equilibrar múltiplos papéis sem deixar de lado a sensibilidade e o compromisso.
Para ela, ser mãe dentro do serviço público também significa aprender diariamente sobre cuidado, entrega e empatia. “Ser mãe e servidora pública é saber servir, saber se doar. Nem sempre você vem em primeiro lugar. É olhar para o outro, se colocar no lugar do outro.”
Em outra etapa da vida, mas compartilhando desafios semelhantes, a assessora técnica Luísa Martins vive a experiência da maternidade em seus primeiros passos. Mãe de João Pedro, de 11 meses, ela divide a rotina entre prazos, demandas e os aprendizados intensos que acompanham o primeiro ano de um filho.
Foi também dentro da secretaria que viveu momentos importantes da vida pessoal. Casamento, gestação e retorno ao trabalho aconteceram em um ambiente que, segundo ela, foi marcado pelo acolhimento e pelo apoio dos colegas durante todo o processo.
A maternidade trouxe novas perspectivas para sua atuação profissional. Mais do que reorganizar horários, transformou sua forma de enxergar as relações humanas e o próprio papel no serviço público. Entre os maiores desafios, ela destaca a tentativa constante de equilibrar as expectativas e compreender que nem todos os dias serão perfeitos. (Leia mais abaixo)
Mesmo diante do cansaço da rotina, Luísa encontra no filho e na família a motivação para seguir. Para ela, ser mãe e servidora representa a união de dois propósitos que caminham juntos diariamente. “É viver o desafio de equilibrar amor e responsabilidade e, mesmo nos dias mais difíceis, encontrar sentido e força exatamente nisso.”
As histórias de Any e Luísa se encontram na dedicação, no cuidado e na capacidade de conciliar diferentes papéis sem perder a sensibilidade. Em fases distintas da vida, ambas representam tantas mulheres que fazem do serviço público um espaço construído também com afeto, empatia e compromisso humano.
Além das experiências pessoais, a maternidade no serviço público também é amparada por direitos importantes. Entre eles está o auxílio-natalidade, benefício equivalente a um salário mínimo concedido à servidora após o nascimento do bebê, mediante apresentação da certidão de nascimento. Nos casos em que ambos os pais são servidores, o benefício é pago à mãe. Outro direito fundamental é a licença-maternidade de seis meses, prevista no estatuto do servidor, garantindo o tempo necessário para os cuidados iniciais com o bebê.
Neste Dia das Mães, a Secretaria de Gestão de Pessoas e Governança Digital reforça o reconhecimento a todas as servidoras que conciliam, diariamente, dedicação profissional e maternidade. Histórias como as de Any e Luísa representam tantas mulheres que fazem do serviço público um espaço construído também com afeto, empatia, cuidado e compromisso humano.