
Foi preso na noite desta quarta-feira (13) o acusado de ser o mandante do crime do motoboy Diego Barros Pereira, de 24 anos (foto ao lado). Uerique de Souza Bastos, de 24 anos (foto acima), foi encontrado por volta das 22h30 em uma casa situada na Rua Arariboia, na praia de Farol de São Tomé, e contra ele havia um mandado de prisão. A ação da PM aconteceu após informações de que ele estaria escondido. Várias equipes se deslocaram e se dirigiram para o local, sendo ele encontrado dentro do imóvel.
Outros dois homens e uma mulher envolvidos no caso também já foram presos.
Ele foi encaminhado para a 134ª DP/Centro, onde foi autuado e permaneceu preso.
Participaram da ação policiais militares do PATAMO da Baixada (sargento Balthazar e cabo Amaral Neto), D/4 (cabos Felipe e Guimarães) e D/1 (cabos Norato e C. Freitas e soldados Coutinho e Barbosa).
RELEMBRE TUDO SOBRE O CASO
Presos suspeitos de matar motoboy a mando de marido ciumento
Layla(foto) participou da cilada para que o motoboy fosse sequestrado e executado, diz Polícia (Fotoreprodução: Campos 24 Horas). 


A Polícia Militar prendeu, na tarde desta sexta-feira(08), dois homens suspeitos de envolvimento na morte do motoboy Diego Barros Pereira, de 24 anos. O caso foi elucidado a partir da prisão de Layla Gomes Souza, de 21 anos, que mora em Goitacazes, na Baixada Campista. Presa na última terça-feira, ela revelou que Diego foi morto numa cilada. Segundo Layla, marcou um encontro com Diego a mando de um homem que a contratou.
A prisão dos suspeitos ocorreu na localidade de Mautu, perto de Travessão de Campos. Uma pistola calibre 380, 16 munições do mesmo calibre e dois tabletes de maconha foram apreendidos na casa onde estavam os suspeitos. A.C.S, 23 anos, já tinha contra ele um mandado de prisão e, por isso, foi ouvido na DP e encaminhado à prisão. Já o outro homem ainda está sendo ouvido. Eles estavam juntos na mesma casa, apontada por Laila.
Layla ainda afirmou à Polícia que o motivo da execução de Diego foi passional.
O ex-marido da mulher com quem o motoboy tinha um relacionamento amoroso, teria contratado Laila para atrair o motoboy à uma casa, em Goitacazes, onde foi sequestrado e executado. O corpo ainda não apareceu.
O Campos 24 Horas acompanha a operação policial. (última atualização às 17h37)
O CASO
Agentes da 134ª DP/Campos e policiais militares dos DPOs da PM( Destacamento de Policiamento Ostensivo) de Goitacazes e de Ururaí prenderam, no início da tarde desta quarta-feira (06), uma jovem suspeita de estar diretamente envolvida no desaparecimento do motoboy Diego Barros Pereira, 24 anos, ocorrido no dia 21 do mês passado. Segundo apurado pela polícia, o motoboy foi sequestrado numa casa em Goitacazes e continua desaparecido. De acordo com a polícia, a motivação do crime é passional, ocasionado por ciúmes de um ex-marido de uma mulher que teria tido um caso com a vítima.
Além da acusada presa nesta quarta, identificada como Layla Gomes Souza, de 21 anos, dois homens - M.R.C., de 24 anos e E.G.V., de 30 anos - também foram levados para a 134ª DP para prestar depoimento e, em seguida, liberados. Também um dos veículos, que teria sido usado para sequestrar o motoboy, que residia no Parque Nova Campos, em Guarus, foi apreendido e reconhecido por Layla como usado no dia do crime. A polícia agora tenta chegar ao local onde o corpo dele teria sido enterrado.
Ainda conforme o depoimento da jovem que foi usada como 'isca', toda a história do desaparecimento teria começado com um contato dela com o motoboy Diego, através do facebook, a mando do amigo e suspeito de mandante, de iniciais U.S.B., ex-marido de uma mulher que, no passado, teve um caso com o motoboy. Após o encontro, ela pediu que Diego a acompanhasse até sua casa - casa que pertence a um dos detidos E.G.V. - onde antes do encontro, por volta das 18h do dia do crime, U. teria ido a essa casa e mostrou a Layla o local onde ela deveria levá-lo. Por volta das 23h, Diego chegou a residência, Layla abriu o portão, ele colocou sua moto no quintal e ao entrar no imóvel foi rendido por U., A.C.S. e outro homem, armados. Em seguida, Diego foi amarrado.
MOTOBOY FOI AMARRADO
Layla contou que não aguentou ver Diego amarrado e pedindo para ir embora e um dos homens - ela diz não conhecer - pegou o carro Corsa Sedan, de cor prata, e a deixou na Praça da paz, em Goitacazes, acrescentando que não sabe o que teria acontecido após sair do local.
Em seguida, a PM seguiu para a Rua Menino Valdemar Machado, no Parque Bela Vista para prender o acusado U. e A., porém não foram encontrados. Posteriormente, os policiais seguiram para a casa E.G.V., onde o suspeito não estava, mas logo após compareceu ao local, onde também foi encontrado o veículo.
A polícia também apurou que parentes da jovem suspeita, que são moradores de Goitacazes, tomaram conhecimento na semana passada que ela tinha envolvimento com o crime. A partir daí, passaram a procurá-la e conseguiram contato. Por telefone, ela informou que estava em São Paulo, pois temia que a polícia descobrisse o que ocorreu.
A suspeita teria acatado a sugestão dos parentes para retornar a Campos, marcando um encontro no Shopping Estrada. Contudo, a suspeita preferiu não conversar com os parentes e um advogado que foi contratado para apresentá-la à polícia, e foi para a casa do ex-marido, na localidade da Tapera, onde foi presa na tarde desta quarta-feira.
INÍCIO
Um encontro foi marcado entre a suspeita Layla e a vítima, numa praça de Goytacazes, bairro onde ela reside. De lá os dois foram, na moto da vítima, para uma casa na Baixada, com a intenção de ficarem mais à vontade. No entanto, na casa já estavam U.S.B. e dois outros rapazes. Em seguida, confessa a suspeita, chegaram outros dois homens, cada um em um veículo, que sequestraram o motoboy e o levaram, segundo ela, para um local ignorado.
No dia seguinte Layla viajou para São Paulo, ficando durante esses dias na casa de um tio que, essa semana, a mandou de volta a Campos. A suspeita chegou à cidade nesta quarta-feira (06) de madrugada e, ao invés de ir para Goytacazes, foi para casa de um ex-namorado, no distrito de Ururaí, onde os policiais a encontraram nesta mesma quarta-feira de manhã.
Os proprietários da casa da Baixada para onde a vítima foi atraída, e o da casa de Ururaí, onde Layla foi encontrada após chegar de São Paulo, também foram conduzidos à 134ª DP para prestar depoimento. Em seguida eles foram liberados. A Polícia agora procura o paradeiro de U.S.B. e de outros envolvidos no caso.
SAIU PARA TRABALHAR
Segundo informações de familiares, Diego saiu de casa na tarde do dia 21 de novembro para trabalhar e não retornou. Segundo fontes da polícia, desde o início tudo apontado para um caso passional, visto que as informações de pessoas ligadas a vítima davam com de que um encontro havia sido marcado com uma jovem no distrito de Goitacazes.
A mãe de Diego, Ana Beatriz de Barros Pereira, de 40 anos, diz que ele mora com os pais, é solteiro e não tem filhos. No dia em que desapareceu, Diego estava trajando usava uma blusa de cor vermelha, uma bermuda tactel e sandália havaiana de cor preta. A moto de Diego, modelo CG Titan 125, de cor azul, também não foi encontrada. (Leia mais abaixo)