07/11/2015 às 10h47 - Foto: Campos 24 Horas e Divulgação

Uma manobra para postergar ainda mais a liberação da antecipação dos recursos dos royalties e prejudicar a população de Campos acaba de ser denunciada pelo ex-governador e secretário de Governo de Campos, Anthony Garotinho, que participa, na manhã deste sábado(07), do Programa Entrevista Coletiva, na Rádio Diário FM. E para surpresa de quem ouvia o programa, a manobra, segundo Garotinho, tem a participação de políticos de Campos e região, liderados pelo presidente da Alerj, Jorge Picciani.
Garotinho descobriu a manobra esta semana em Brasília, onde ouviu de um deputado federal de Cabo Frio, no plenário da Câmara Federal, que o presidente da Alerj, Jorge Picciani, e um deputado que já foi de seu grupo em Campos, integram o bloco de políticos de oposição que tenta impedir que a Prefeitura consiga a antecipação de receitas dos royalties do petróleo, caracterizando o desejo de promover um quadro de ingovernabilidade na cidade, com ênfase no “quanto pior melhor”.
"Há uma aliança perversa para que seja criado um quadro de ingovernabilidade em Campos. Políticos de oposição e, infelizmente, com participação de um deputado que até pouco tempo se dizia candidato da família Garotinho, pressionam a Caixa Econômica Federal para criar dificuldades na liberação dos recursos de antecipação dos royalties do petróleo", afirma Garotinho, que acrescentou. "Mas, ao mesmo tempo que estou triste por ver um deputado que já foi do nosso grupo fazendo esta manobra, fico feliz por saber que a antecipação dos royalties vai sair", ressaltou Garotinho.

A manobra para impedir a antecipação dos royalties expõe o desejo de provocar, em Campos, o colapso nos serviços públicos, como escolas, creches, hospitais, postos de saúde, remédios, e programas sociais como a passagem a R$1,00 e a construção de casas para famílias carentes, criando um quadro que pode ser melhor apenas para políticos de oposição, que por interesses menores se prestam a fazer manobras para que os recursos para oxigenar a economia de Campos não sejam liberados.