Representantes de partidos políticos, sindicatos, movimentos sociais, professores, estudantes e militantes em geral foram às ruas de Campos neste sábado para protestar contra o governo Jair Bolsonaro .
Os manifestantes dispararam críticas contra os aumentos dos preços da cesta básica, dos combustíveis e contra a política de combate a pandemia do Covid-19 que já matou quase 600 mil brasileiros. O ato ocorreu em quase 100 cidades brasileiras. . (Leia mais abaixo)
A concentração começou na Praça São Salvador, no Centro. Os manifestantes também pediram o impeachment de Bolsonaro e criticaram ainda as privatizações, a política econômica, o desemprego, a fome e a favor da vacina contra a Covid-19.
“É fora Bolsonaro! Hoje, um sábado histórico, um dia de atos em todo o Brasil. O presidente genocida empurra nosso povo para o desemprego, miséria e a morte, além de atacar a nossa democracia”, disse o estudante Maycon Maciel.
Em São Paulo, a formação de uma frente ampla contra Bolsonaro esbarrou em divergências entre representantes dos 20 partidos que foram às ruas. Mostraram que a prática está longe dos discursos dos políticos que foram ao palanque.
Na Avenida Paulista, o protesto uniu geograficamente nomes como Fernando Haddad (PT) e Guilherme Boulos (PSOL) ao presidenciável Ciro Gomes (PDT) e a Fernando Alfredo, presidente do diretório municipal do PSDB, com a participação em vídeos dos senadores Randolfe Rodrigues (Rede) e Simone Tebet (MDB), atualmente em destaque pela atuação na CPI da Pandemia.
No entanto, a união esbarrou em rusgas entre parte da militância, com xingamentos dos petistas aos pedetistas e aos tucanos. Ciro Gomes chegou a ser vaiado ao discursar. (Leia mais abaixo)
Mais dispersa, a manifestação tomou conta de ao menos 10 quarteirões da avenida. Foram 100.000 presentes nas estimativas da organização e 8.000 nas contas da Polícia Militar — pela contagem oficial, o protesto foi maior que o de 12 de setembro, organizado pelo Movimento Brasil Livre (6.000 pessoas), e menor que o ato em apoio ao presidente realizado em 7 de Setembro (125.000 pessoas), realizados no mesmo local.
Haddad, Boulos e o deputado federal Marcelo Freixo, que recentemente trocou o PSOL pelo PSB, foram os mais ovacionados pelos manifestantes durante os discursos.
Boulos foi o primeiro: “O Brasil real está aqui, não no protesto fascista de 7 de setembro. Não aguentamos mais esperar enquanto ficamos na fila do osso. As diferenças que temos são menores do que a união para tirar esse genocida”, disse sob aplausos.
Haddad e Freixo, que subiram ao palanque de mãos dadas, repetiram o discurso de união entre diferentes pelo impeachment de Bolsonaro. “Não podemos perder de vista o que estamos fazendo aqui. Essa desgraça de Governo tem que acabar antes da eleição”, disse o petista.
No Rio, a manifestação começou na Candelária e terminou na Cinelândia. "O Rio de Janeiro é muito melhor e maior que Bolsonaro. Mostramos hoje como se faz um ato grandioso, plural, inclusivo, potente, pulsante, com afeto e respeito. Sem negacionismo, em defesa da democracia, dos direitos do povo, com máscaras e de cores diversas. Unidade na luta e forte mobilização popular para derrotar o neofascismo e resgatar nosso país das garras dessa corja que ocupa o Planalto. Já passou da hora de apear essa política genocida do poder. A luta não pode parar". (Leia mais abaixo)