

Transito lento, com grande engarrafamento no final da tarde desta terça-feira(25), na BR-101, trecho Campos-Vitória, na altura do Parque Aeroporto, em Campos, em virtude de uma manifestação feita por parentes e amigos de um detento, identificado como Cleiton Rosa Mendes, de 36 anos, do Presídio Carlos Tinoco da Fonseca. Eles atearam fogo em galhos e pneus. De acordo com os manifestantes, o detento morreu na última sexta-feira (21), mas a família só foi informada do óbito nesta segunda-feira (25). Ao final desta reportagem, a viúva do detento relata como tudo ocorreu.
Outra alegação dos manifestantes foi de que o detendo morreu no Rio de Janeiro, para onde foi transferido após ter sido espancado no presídio de Campos. Para aumentar o sofrimento, o corpo não chegou ao Instituto Médico Legal de Campos(IML) até o final desta tarde.
De acordo com a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap), a morte foi avisada à família por telegrama. Ainda conforme a Seap, a causa da morte só será conhecida após o resultado da necropsia no Instituto Médico Legal(IML).
DESABAFO DA VIÚVA
A viúva do detento, Valéria Ribeiro dos Santos Rosa, chegou a ir ao presídio de Campos, mas ninguém soube dar informações. Ela afirma que só conseguiu informações sobre a morte do marido através do departamento de Recursos Humanos da 12ª Subseção da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/ Campos).
“Domingo fez um mês que meu marido foi preso. No dia 23 do mês passado ele foi preso. No dia 27, chamaram ele dizendo que era da Defensoria Pública, chegando lá, começaram a bater nele de 1h da tarde até cinco e meia da tarde. Só soube porque fui na visita e chegando lá, ele estava com o tímpano estourado e colocando sangue pelo ouvido e pela boca, muita falta de ar, cansaço. Deram colchonete a ele, deram maça, botaram ele pra trabalhar lá dentro, que é difícil encontrar uma vaga lá dentro pra um preso de pouco tempo e ele arrumou uma vaga, deram um crachá da visita, então, esta foi a última vez. Na quinta-feira passada, fui visitá-lo e ninguém sabia dele. Ninguém deu notícia. Na segunda-feira, tomei providências. Fui na OAB, no Direitos Humanos e tive a notícia que meu marido está morto. Morto desde o dia 21, corpo no Rio de Janeiro até agora", declarou a viúva.
Cleiton, preso por roubo, teria sido transferido do presídio em Campos para o Rio de Janeiro, sem que a família fosse comunicada, e atendido em um hospital de lá, onde veio a falecer. De acordo com a mulher, a família não foi informada de nada, apenas do óbito e por intermédio da OAB/Campos.
"Visitei ele na semana passada. Levaram ele para um lugar dizendo que era do Direitos Humanos. Medicaram ele, deram alimento, trabalho, vaga para trabalhar, crachá para visita. quinta, ninguém sabia del. Fui na OAB, para acionar o Direitos Humanos, está morto . Cheguei a vê-lo todo deformado, rosto roxo e ouvido saindo sangue".
(Da Redação com informação de O Diário online)