Mais de 300 pessoas com assistência em casa

Campos 24 Horas ENTREVISTA Graziela Pereira de Souza, do Programa de Assistência Domiciliar(PAD)


domingo, 7 de dezembro de 2014    -    Foto: Campos 24 Horas Postado por: Fabiano Venâncio PAD Graziela e Carlos Augusto (11)Desospitalização. Palavra relativamente nova e que vem sendo muito usada no dia a dia, principalmente, em Campos, município na vanguarda em termos de diferentes atendimentos na área da saúde. Neste contexto entra o Programa de Assistência Domiciliar (PAD), que promove a desospitalização. E ainda neste mesmo contexto, muito confusão é feita, desde quem tem perfil para ser inserido no programa e de fato quais as atribuições do profissional que executa as tarefas, até a confusão do PAD com outra palavra que está muito em moda no país, o home care que, na mais é, do que “cuidados em casa”. O coordenador do PAD, Carlos Augusto dos Santos Soares e a enfermeira do programa, Graziela Pereira de Souza, sentem de perto essas confusões feitas pela comunidade, já que existe uma sala específica na Secretaria Municipal de Saúde para esse tipo de atendimento, onde conta mais de 300 pacientes sendo beneficiados, divididos entre simples, média e alta complexidade, além de uma fila de espera grande. São profissionais de diferentes áreas que prestam atendimento aos acamados, que saíram do hospital e, assim, têm acompanhamento domiciliar garantido. Confira a entrevista: Campos 24Horas – O que é o PAD de fato? Graziela Pereira de Souza – É um Programa de Assistência Domiciliar que atende pacientes que necessitam de assistência em sua própria residência e que não precisam, necessariamente, ficar internados em hospitais. Seu principal objetivo é a desospitalização, visando humanizar o atendimento em saúde. C24H – Mas quem tem direito ao programa? Graziela – Pacientes restritos ao leito, em tratamento no âmbuto do Sistema Único de Saúde (Sus), portadores de doenças crônico-degenerativas com incapacidade física permanente ou provisória, ou portadores de doenças agudas que também levam à incapacidade física permanente ou provisória. Estes são alguns dos pacientes assistidos pelo programa. Graziela PADC24H – Quais são os profissionais que compõem o programa? Graziela  – Temos médicos, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, nutricionistas, assistentes sociais, enfermeiros e técnicos de enfermagem, que se revezam no atendimento aos pacientes em casos de simples, média e alta complexidade. Têm pacientes, por exemplo, que não precisam de técnicos de enfermagem 24h, só atendimento específico para curativos, entre outros. C24H – Mas as pessoas falam que falta home care, como se fosse um conjunto de aparelhos de saúde a serem colocados em casa.... Graziela – Nada disso. Home care quer dizer cuidados em casa e como já falamos, nem sempre esses cuidados pedem aparelhos e, sim, somente atendimento específico de um determinado profissional, na maioria das vezes, um técnico de enfermagem. Mas cada caso é um caso e todos eles são avaliados por equipe técnica especializada para o atendimento. PAD Graziela e Carlos Augusto (9)C24H – E quem requisita os trabalhos do programa? Os familiares do paciente? Graziela  – Um médico pede o auxílio ao PAD para o paciente, a maioria deles, que sai da internação com qualquer patologia já citada acima. A partir daí uma equipe técnica multiprofissional faz avaliação baseada nos critérios do Ministério da Saúde para constatar a necessidade ou não do programa. C24H – No atendimento têm histórias até de responsáveis por pacientes que querem que o enfermeiro do PAD dirijam carro. É verdade? Graziela  – Sim, mas é uma confusão absurda. Os profissionais são para atendimento ao paciente, em suas áreas de conhecimento. E é preciso deixar claro que os serviços ofertados ao paciente não isetam a participação do familiar junto à equipe técnica, conforme critérios do Ministério da Saúde.



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