A Confederação Nacional da Indústria (CNI), a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e mais de 2,7 mil entidades do setor produtivo divulgaram nesta quarta-feira (9) um manifesto que cobra uma resposta urgente do Supremo Tribunal Federal (STF) à crise institucional envolvendo a Corte.
O documento, chamado “Manifesto à Nação Brasileira”, pede que os fatos sejam examinados pelo plenário do STF em sessão pública. O texto sustenta que o tribunal deve observar transparência, imparcialidade e fundamentação em suas decisões.
Também aderiram ao manifesto entidades como a Confederação Nacional do Comércio (CNC), a Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB), a Associação Comercial de São Paulo (ACSP), a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), a Federação da Agricultura do Estado de São Paulo (Faesp) e a FecomercioSP.
A iniciativa ocorre em meio aos desdobramentos da investigação sobre o Banco Master e seu dono, Daniel Vorcaro. Na semana passada, o ministro André Mendonça retirou o sigilo de parte do caso e tornou públicas mensagens enviadas por Vorcaro a um número que, segundo a Polícia Federal, pertenceria ao ministro Alexandre de Moraes.
Mendonça também havia determinado o afastamento do diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, e do diretor de Inteligência Policial, Leandro Almada. Nesta quarta-feira, Flávio Dino ordenou a reintegração dos dois.
O manifesto não menciona nominalmente ministros do Supremo. Segundo o documento, a legitimidade de um tribunal depende de imparcialidade, transparência e exemplaridade.
Fonte original: Jovem Pan