Maior hospital de Gaza está funcionando sem eletricidade, alerta ONG

Bombardeios realizados desde sexta-feira (10) ao hospital Al-Shifa dificultam atendimento a pacientes, afirmou o Médicos Sem Fronteiras. Organização também citou falta de comunicação e cerco israelense a outros centros médicos


  • 11/11/2023, 14h55, Foto: Divulgação.

O hospital Al-Shifa, o maior de Gaza, está funcionando sem eletricidade depois de ser bombardeado várias vezes nas últimas 24 horas, informou neste sábado (11) a ONG Médicos Sem Fronteiras (MSF).

A organização também disse que perdeu contato com um cirurgião que está no hospital al-Quds e que recebeu relatos de que outros centros médicos, como o hospital Al Rantisi, estão cercados por tanques israelenses. (Leia mais abaixo)

Em relação ao hospital Al-Shifa, o MSF afirmou que ele perdeu a energia elétrica na sexta-feira (10), mas que o local segue operacional, "apesar dos ataques regulares e da escassez".

Neste sábado, o Ministério da Saúde de Gaza, controlada pelo Hamas, afirmou que as operações no Al Shifa tinham sido suspensas por falta de combustível. "Como resultado, um recém-nascido morreu dentro da incubadora, onde há 45 bebês", disse um porta-voz. Israel, por sua vez, admitiu confrontos com militantes do Hamas perto do Al-Shifa, mas negou disparos contra o hospital. Segundo o governo israelense, as pessoas ainda podem deixar o local em segurança.

O lado leste do hospital está aberto para quem quiser sair com segurança, disse o coronel Moshe Tetro, da COGAT, uma agência do Ministério da Defesa de Israel que faz a ligação com os palestinos em assuntos civis, em uma mensagem de vídeo em árabe. As Forças de Defesa de Israel alegam que o Hamas tem usado hospitais de Gaza como centros de comando e, por isso, estes locais precisam ser evacuados.

Segundo o MSF, um "bombardeio ininterrupto impede a evacuação de pacientes e funcionários" do Al-Shifa. A organização afirmou que sua equipe testemunhou pessoas sendo baleadas enquanto tentavam fugir do local.

"Há muitos pacientes operados que não conseguem andar. Eles não podem evacuar", disse o cirurgião do MSF no Al-Shifa Mohammed Obeid. "Precisamos de uma ambulância para movê-las, mas não temos ambulâncias para remover todos esses pacientes". (Leia mais abaixo)



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