Atualizado: sábado, 08 de fevereiro de 2014 - Foto: arquivo
Vereador vai exigir da Autopista Fluminense compensação pelos quatros anos de cobrança de um serviço inexistente (Leia mais abaixo)
A Câmara de Campos continua empenhada em debater a questão BR 101 e encontrar a melhor solução para a população dos municípios da região. Por conta disso, o Legislativo Municipal realiza na próxima quarta-feira (12/02), a partir de 15h, mais uma Audiência Pública para tratar do assunto, tendo como convidados as representações políticas da região, bem como representantes da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), Polícia Rodoviária Federal e Autopista Fluminense (concessionária da rodovia).
Uma primeira audiência com essa pauta foi realizada em outubro do ano passado, numa iniciativa do Vereador Jorge Magal (PR-RJ), sendo um dos motivadores da decisão da 1ª Vara Cível de Campos, assinada pelo juiz Ralph Manhães Jr, que suspendeu no dia 13 de janeiro a cobrança de pedágio na BR 101, uma decisão mantida até hoje.
“A decisão do doutor Ralph é uma medida séria e que beneficia toda uma sociedade cansada de pagar um pedágio caro e não ver esse valor revertido em obras de melhorias na rodovia. Uma atitude de coragem que nos deixa orgulhosos. Esperamos que, nessa próxima Audiência Pública, marcada para a próxima semana, a Autopista apresente algo sensato, reconhecendo o quando foi omissa nesses quatro anos de concessão e que possa iniciar um trabalho no sentido de restabelecer tudo aquilo que retirou da nossa sociedade sem dar quase nada em troca, um crime contra o Código de Defesa do Consumidor”, declarou o vereador Jorge Magal(PR).
Segundo destaca Magal, o debate tem que ser duro e providências devem ser tomadas de imediato, já que os serviços prestados pela empresa estão muito distantes daquilo previsto em contrato. “Todos os municípios da região se sentem lesados. Isso sem falar nos turistas que pagam caro quando nos visitam e não contam com uma estrada descente. O progresso passa pela BR 101, mas esse progresso não pode se sentir lesado com pedágios sem sentido”, finaliza Magal.