Atualizada em 19/10 às 07h49 - O vereador afastado Jorge Magal (PSD) continua afastado do Legislativo após o ministro Tarcísio Vieira, relator da Chequinho no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), negar o recurso. Mesmo o vereador alegando ter rompido relacionamento político com o grupo do ex- governador Anthony Garotinho, o relator registou que "o fato apurado, da mesma forma, foi enriquecido pela planilha de fl. 171, que, além de conter o número de beneficiários do programa, assinala, especificamente no campo 23 (vinte e três), o nome de urna de Jorge Santana de Azeredo (Magal) ¿om a informação Total - 450, Entregues - 445, bem como o codinome Guarus" (fl. 672v), local onde o agravante reside e tem base eleitoral, conforme relataram as testemunhas Luiz Leal e Maurice Santos".
Além disso, Tarcísio também registou que "como registrou o acórdão regional, a questão aqui ora apreciada tem um alcance muito maior do quer levar a crer o recorrente, tratando-se de acontecimento extremamente relevante para as eleições de 2016 naquela localidade, envolvendo, alem do Poder Executivo local, 39 pessoas (fls. 15-17), tendo, pelo menos, 07 vereadores eleitos" (fl. 674v)", e concluiu dizendo que "por essas razões, vislumbro, do mesmo modo que a Corte Regional, elementos seguros para concluir pela prática de abuso do poder, motivo pelo qual devem permanecer hígidas as penalidades impostas ao agravante".
Magal foi condenado a oito anos, em segunda instância, por envolvimento num esquema de compra de votos, Chequinho, na última eleição, sendo assim afastado da Câmara.
O vereador afastado disse que vai recorrer da decisão e que está confiante.“Fui condenado somente por estar com o nome em uma lista da qual não participei e não tive acesso e que não pratiquei nenhum ato ilícito, como já foi provado no processo criminal no qual foi absolvido e será também comprovado no final deste processo. Os advogados irão recorrer da decisão do relator que manteve o Acórdão do TER, garantiu”. (
As declarações foram dados por Magal ao Blog do Bastos).