
Vídeo ao final das informações - Helen da Silva Pereira e Lucas Lopes dos Santos foram julgados na última segunda-feira (1º) no Fórum Maria Tereza Gusmão, em Campos. Ambos, mãe e padrasto, foram condenados a mais de 54 anos de prisão pela morte de Izabelly Gomes da Silva, de 2 anos.
O caso que levou à condenação ocorreu em setembro de 2022, quando a pequena Izabelly foi vítima de homicídio consumado, estupro de vulnerável e maus-tratos. (Leia mais abaixo)
O padrasto recebeu a pena de 54 anos de reclusão e dois meses e dez dias de detenção, enquanto a mãe foi condenada a 54 anos de reclusão e dois meses de detenção.
RELEMBRE O CASO - Policiais civis da 146ª DP/Guarus em ação conjunta com a Polícia Militar e Serviço Reservado (P2) detiveram, na tarde desta quinta-feira (01/09), um casal suspeito da morte de uma menina de 2 anos, ocorrida na noite desta quarta-feira (31/08), em Campos. Com muito hematomas, a criança morreu após dar entrada na UPA de Guarus. O exame de corpo de delito confirmou abuso sexual na vítima e espancamento. A mãe Helen da Silva Pereira e o padrasto Lucas Lopes dos Santos foram localizados nesta tarde numa casa na praia de Santa Clara, em São Francisco do Itabapoana. Eles chegaram a prestar depoimento na noite de ontem, mas somente nesta quinta a polícia conseguiu indícios de que a menina foi vítima de violência.
A criança de dois anos tinha hematomas pelo corpo e na cabeça, o que chamou a atenção da equipe de plantão na UPA/Guarus. A Polícia foi acionada e a delegada Madeleine Farias, da 146ª DP/Guarus, esteve na unidade médica. A reportagem do Campos 24 Horas acompanhou as diligências da polícia na casa da menina. O casal alegou que a criança sofreu uma queda dentro de sua casa no bairro Aeroporto, em Guarus. Durante o socorro, a equipe de plantão chegou a fazer massagem cardíaca na menina por cerca de 40 minutos.
A criança morava com a mãe e o padrasto e completaria 3 anos nesta sexta-feira. Uma médica, dois profissionais de saúde e parentes da criança foram encaminhados a 146ª DP para depoimentos e averiguações.
COMO ACONTECEU - Segundo a polícia, a mãe da menina, H.S.P., relatou que tinha saído para comprar café e quando voltou encontrou a filha I.G.S. convulsionando nos braços do padrasto L.L.S. À polícia, ele contou que estava no sofá quando a criança pediu para ir ao banheiro e ao sair do local, caiu e bateu a cabeça no chão, começando a convulsionar. Disse ainda que colocou a mão na língua da criança para tentar ajudar e passando água no rosto dela. Nesse momento, a mãe da criança chegou. (Leia mais abaixo)
A criança foi levada para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA/Guarus) e chegou já desmaiada e praticamente sem vida. A enfermeira chefe, K.R.M., iniciou os procedimentos de primeiros socorros e reanimação com massagem cardíaca com o auxílio da médica L. por cerca de 40 minutos, mas não conseguiram reverter o quadro de saúde da criança, que não resistiu.
A enfermeira e a médica notaram lesões em várias partes do corpo da criança. como no rosto, pescoço, quadril, costas e também um edema na parte frontal do lado esquerdo da cabeça.
O caso foi registrado na 146ª DP/Guarus, onde segue sendo investigado. VEJA VÍDEO ABAIXO: