Mãe de Marielle teme que mandante da morte da filha seja conhecido da família

“Se for é uma traição”, disse


  • 14/05/2018, 17h58, Foto: Divulgação.
Durante ato de integrantes da Anistia Internacional para cobrar resultados nas investigações da morte da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, na manhã desta segunda (14), a mãe da vereadora afirmou que espera que o crime esteja perto de ser solucionado e disse que, caso o mandante tenha sido alguém conhecido, será uma traição. Esta semana, a Polícia Civil pretende ouvir um colega de trabalho de Marielle, o vereador Marcello Siciliano, e o miliciano Orlando Curicica. Ambos são apontados em delação como os mandantes da morte de Marielle e Anderson, o que negam. “O meu coração de mãe pede para que não seja ninguém que a gente conheça, pede que não seja ele. Se for, é uma traição”, afirmou Marinete Silva. O pai de Marielle enfatizou que é inadmissível que o crime tenha sido planejado por alguém do convívio da vereadora. “Se realmente for confirmado, será uma indignação muito grande, porque uma pessoa que convive no dia a dia com ela cometer uma traição desse tipo é inadmissível. Uma pessoa dessas não pode nem exercer uma função na Câmara de Vereadores”, criticou Antônio Franco. Nesta segunda-feira (14) completam dois meses das mortes de Marielle e Anderson. “Tô sobrevivendo dia após dia. A gente não se conforma e não vai se calar enquanto não tiver o resultado das investigações. A gente precisa de uma coisa mais concreta. A gente está aí, na expectativa. É claro que o nosso tempo não é o tempo deles, porque a investigação, além de sigilosa, é complexa. Mas não há crime perfeito. Eles vão chegar”, disse Marinete, que neste domingo (13) passou o primeiro Dia das Mães sem a filha. De acordo com a Anistia Internacional, é fundamental que a investigação aconteça da forma correta. “A Anistia Internacional vem a público exigir que se pressione por uma correta investigação. A gente não pode aceitar que o assassinato da Marielle não tenha uma investigação correta. A sociedade precisa saber quem matou e quem mandou matar Marielle. Que elas durem o tempo que for necessário, mas que ocorram da forma correta”, disse Renata Neder, coordenadora da Anistia Internacional.



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