
Vídeo ao final das informações - Uma criança de seis anos, diagnosticada com Transtorno do Espectro Autista (TEA) nível 3 de suporte, apresentou diversas lesões pelo corpo após retornar de uma escola particular em Campos, no último dia 17. O caso foi registrado na delegacia no dia seguinte pela mãe do menino, que questiona as circunstâncias dos ferimentos e cobra esclarecimentos da instituição de ensino.
De acordo com o boletim de ocorrência, a mãe Anna Caroline relatou que, ao chegar à casa e dar banho no filho, percebeu marcas arroxeadas em ambos os lados do quadril — sendo que, no lado esquerdo, as lesões se estendiam em direção à costela — além de uma lesão avermelhada extensa no rosto da criança, que é não verbal e necessita de acompanhamento constante. (Leia mais abaixo)
Diante da situação, ela retornou imediatamente à escola, onde conversou com a psicopedagoga da instituição e apresentou as lesões. Segundo o relato, a profissional informou que acionaria a direção e verificaria as imagens das câmeras de segurança. Na ocasião, o mediador responsável pelo acompanhamento da criança já não estava mais no local.
Ainda conforme o registro, a mãe recebeu posteriormente uma mensagem via aplicativo informando que imagens do parquinho — onde a criança costuma permanecer — haviam sido analisadas, sem que fosse identificada qualquer queda ou situação que justificasse os ferimentos.
No dia seguinte, 18 de março, a responsável voltou à escola e foi recebida pela diretora. Segundo o relato, a gestora informou que o mediador alegou que a lesão no rosto teria sido causada por uma batida no parquinho, mas que não comunicou o fato por considerar que havia apenas vermelhidão no momento. O profissional também teria relatado episódios de agitação da criança, que teriam exigido contenção física.
A direção da escola informou ainda que o mediador foi desligado da instituição e que o caso foi encaminhado ao setor jurídico. As imagens das câmeras de segurança, segundo a unidade, são extensas e passam por análise detalhada, com prazo estabelecido para conclusão.
A mãe, no entanto, demonstrou estranheza quanto à postura da escola, especialmente pela não disponibilização imediata das imagens e pela rápida demissão do mediador, o que motivou o registro da ocorrência policial. (Leia mais abaixo)
O caso deverá ser investigado pelas autoridades competentes para esclarecer as circunstâncias das lesões e eventuais responsabilidades.
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