Madureira tem serviços normalizados após ataques contra mais de 20 ônibus

As linhas de ônibus e BRT circulam normalmente e a Avenida Edgar Romero segue liberada na manhã desta quarta-feira (16)


  • 16/07/2025, 08h49, Foto: Divulgação .

O dia seguinte após a operação na comunidade da Serrinha, em Madureira, na Zona Norte, que teve 21 ônibus sequestrados, é de normalidade. Com circulação de ônibus e BRT sem alteração e a principal via do bairro, a Avenida Edgar Romero, liberada, moradores voltaram a rotina na manhã desta quarta-feira (16).

Segundo a Mobi-Rio, a operação dos serviços 42 ( Galeão x Manaceia), 46 (Alvorada x Penha), 31 (Alvorada x Vicente de Carvalho) e 43 ( Santa Efigênia x Fundão), foram normalizados ainda na noite de terça (15). Ou seja, o trecho entre as estações Manaceia e Vicente de Carvalho segue liberado e todas as linhas operam com seus itinerários normais. (Leia mais abaixo)

Já de acordo com o RioÔnibus, a liberação do último veículo sequestrado ocorreu por volta das 20h, próximo à comunidade. Segundo o sindicato, bandidos abordaram 15 veículos em diferentes vias, como a Edgard Romero, a Avenida Ernani Cardoso e a Rua Herculano Pena, entre o fim da manhã e o início da tarde.

Ainda à noite, a linha C27166 - SV774 (Madureira x Jardim América) também foi usada como barricada. Ao todo, 25 linhas municipais passaram por desvios nesta terça. Ao longo deste ano, 83 veículos foram sequestrados. (Leia mais abaixo)

A Federação das Empresas de Mobilidade do Estado do Rio de Janeiro (Semove) informou também que seis veículos intermunicipais, das empresas Flores e Vera Cruz, também sofreram sequestros. Por volta de 19h, todos já estavam resgatados.

Na operação, um suspeito foi baleado e não resistiu. Com ele, os agentes apreenderam um fuzil. A região é dominada pelo Terceiro Comando Puro (TCP) e chefiada pelo traficante Wallace Brito Trindade, o Lacoste. Ainda na ação, os militares localizaram uma estrutura de concreto com aberturas conhecidas como "seteiras", utilizadas por bandidos para posicionar fuzis e atirar contra as forças de segurança. No alto da Serrinha, os agentes também demoliram duas "casas mata", que é um esconderijo e ponto de apoio para a movimentação da organização criminosa nas disputas territoriais.   Em meio à movimentação na região, moradores da Serrinha fizeram um protesto na Edgard Romero, em frente ao Mercadão, com pedidos por paz na comunidade. (Leia mais abaixo)



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