Macaé sofre as consequências da crise da Petrobras


sábado, 02 de maio de 2015   -     Foto: Campos 24 Horas e Divulgação 1417027176Suledil 4Artigo Suledil Bernardino___________ (*)Secretário de Controle Orçamentário e Auditoria da Prefeitura de Campos O município de Macaé enfrenta, além da crise referente à perda de receita dos royalties. decorrente da queda do preço do barril do petróleo em nível internacional, as consequências da crise da Petrobras, provocada pelos escândalos de corrupção que estão sendo apurados na operação Lava Jato. As empresas que se instalaram em Macaé, em função da implantação da superintendência da Petrobras nos anos 80, depois da descoberta da bacia petrolífera de Campos em 1974, estão com dificuldades para trabalhar para a Petrobras, por isso, vem demitindo milhares de trabalhadores, afetando o comércio varejista de Macaé e os setores hoteleiros e gastronômicos de uma cidade que viu a população, praticamente, quintuplicar a partir da exploração petrolífera da Bacia de Campos, nas últimas três décadas. Nos últimos seis meses, a situação se agravou e milhares de pessoas ficaram desempregadas, depois que empresas terceirizadas que prestam serviços para a Petrobras não tiveram contratos renovados com a estatal. O Sindicato de Trabalhadores Offshore (Sinditob) informou à Agência Efe que a perspectiva não é boa para maio, quando estão previstas mais demissões e, desta vez, na área de perfuração de poços, um setor que demanda muita mão de obra. A construção civil também vem sofrendo um grande baque com a demissão de centenas de trabalhadores. Os royalties petrolíferos representavam aos cofres de Macaé uma receita de cerca de R$ 40 milhões por mês. Em fevereiro, o valor caiu pela metade, R$ 22 milhões. Em consequência, a prefeitura teve que fazer cortes nas despesas não prioritárias e só poupou setores de educação, saúde e obras públicas. A crise não é mais grave porque as plataformas continuam operando com capacidade máxima e batendo novos recordes de produção. Apesar de todas as dificuldades, abriu-se uma luz no fim do túnel com a publicação do último balanço da Petrobras, tornando a empresa, sob novo comando, com maior transparência. Paralelamente às mudanças administrativas, o barril do petróleo, no mês de abril, teve recuperação em nível internacional da ordem de 10%, que há de aliviar um pouco as perdas, amenizando a agonia e o sofrimento da cidade. A previsão é de que, em junho, a Petrobras divulgue seu plano de negócios para os próximos cinco anos, que contemplará novos investimentos, e isso vem gerando expectativa aos trabalhadores do setor que aguardam, ansiosos, por notícias de emprego. Seriam novos ventos soprando a favor da Princesinha do Atlântico, a nova Macaé.



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