quarta-feira, 03 de dezembro de 2014 - Foto: Divulgação

Macaé já se prepara para a retomada de seu crescimento com bases na indústria de Óleo e Gás. Para isso, investimentos estão sendo feitos pela gestão municipal em diversas áreas, especialmente em infraestrutura e mobilidade urbana. Há dois anos, a Petrobras iniciou uma política de revisão de contratos visando o pré-sal. Essa estratégia foi ampliada após a Operação Lava Jato da Polícia Federal para apurar a suspeita de lavagem de mais de R$ 10 milhões que, por sua vez, motivou a desconfiança de investidores estrangeiros. Isso, somado ao fato do atual estágio, o de produção, gerar um número menor de empregos do que o de perfuração, acabou aumentando a quantidade de ações trabalhistas de 2013 para 2014 em cerca de 1,2 mil.
A expectativa da gestão municipal é que com a já iniciada retomada das rodadas de licitação para a perfuração de poços, interrompidas por cinco anos pela Petrobras, a necessidade que a mão de obra volte a crescer.
- A cidade demorou 40 anos para se estruturar para o petróleo. Esse diferencial de Macaé é o que a coloca em evidência em relação a outros municípios para que o país se torne competitivo especialmente em relação a novos produtores, como México e Angola. Há um vasto conhecimento sobre o setor retido em Macaé e investimentos públicos e privados para o suporte da indústria de petróleo e gás que projeta a cidade e o país. Por isso, reforço que as questões do setor vão além das discussões sobre a Petrobras e sobre os royalties, disse o secretário de Desenvolvimento Econômico e Tecnológico, Vandré Guimarães.
É com o foco nos investimentos em infraestrutura que o município se prepara para uma mudança de fase do setor Offshore a partir de meados de 2016. A atual gestão está trabalhando na etapa pré-licitação da Estrada de Santa Teresa, que será base da infraestrutura de acesso interno, e ainda atua para desafogar a Rodovia Norte-Sul, já produzindo progressos no fluxo de veículos. Quanto ao acesso externo, já aconteceram três reuniões com o ministro da Aviação Civil, Moreira Franco, para adequação do aeroporto e periódicas com representantes da Infraero. O objetivo é a ampliação e o reforço da pista para atender ao transporte de carga (Porto Seco), a separação de pistas de avião e de helicóptero e ainda a ampliação da área de circulação de passageiros.
Somam-se as esses esforços da gestão municipal: a mobilização da população em duas audiências públicas para a implantação do Terminal Portuário de Macaé (Terpor), no bairro São José do Barreto; a aceleração dos processos de licenças municipais e o empenho para agilizar as etapas junto ao Instituto Estadual do Ambiente (Inea). O governo atua na fase de capitação de informações para a elaboração do termo de referência para o Estudo de Viabilidade Técnica do Terpor que será executado no próximo ano. A previsão é que o terminal esteja em funcionamento a partir do segundo semestre de 2016.
Macaé também tem reforçado as parcerias para capacitação profissional junto ao Centro de Educação Tecnológica e Profissional da Prefeitura de Macaé (Cetep) - já certificado pela Petrobras - ao Sebrae e ao Senai.