Boom imobiliário, mas serviços públicos deixam a desejar
Atualizado - segunda-feira, 5 de novembro de 2012 (Foto:Divulg.)
Cidade tem o metro quadrado mais caro da região. Na zona urbana varia entre R$ 4.500 e R$ 12 mil. Mas falta investimento em saneamento básico, educação, transporte e saúde
Base das operações da Petrobras na Bacia de Campos (de onde sai mais de 80% da produção petrolífera do Brasil), o município é beneficiado desde a década de 70 pelos royalties pagos pela estatal, mas vive novo boom com os projetos de prospecção na camada pré-sal. Profissionais especializados, inclusive estrangeiros, não param de chegar em busca de moradia.
"O valor do metro quadrado na área residencial está entre R$ 4.500 e R$ 12 mil, e, na área industrial, entre R$ 500 e R$ 600. Vem gente morar sozinha ou com toda família", conta Walcir Florentino Loureiro, delegado do Conselho Regional de Corretores de Imóveis no estado (Creci-RJ).
O município passa por uma valorização ainda mais intensa que o restante do Brasil, segundo Loureiro. "Todo país está sentindo o aumento pela procura de imóveis, mas o cenário atípico da região de Macaé ajuda a aumentar essa demanda", concorda Júlio Caldas, proprietário da imobiliária que leva seu nome.
Para Luiz Fernando Pinto Villela, gestor executivo comercial da construtora MRV na regional de Macaé, empresa que mais tem empreendimentos na cidade, o potencial ainda é muito grande. "Nosso primeiro empreendimento foi lançado em 2008. Hoje, temos mais sete lançamentos, além das 1.800 unidades habitacionais previstas para o 1º semestre de 2013. Acreditamos muito no presente e, principalmente, no futuro da cidade."
Sem melhorias na infraestrutura de serviços públicos - Apesar de Macaé receber muitos recursos do petróleo, o forte crescimento econômico e populacional das últimas décadas não foi acompanhado, no mesmo ritmo, por melhorias na infraestrutura de serviços públicos como saneamento básico, educação, transporte e saúde.
A porcentagem de domicílios que não estão ligados à rede de esgoto, por exemplo, é de 32%, segundo o Censo de 2010. No Rio de Janeiro como um todo, a situação é melhor (23%).
"A vinda de migrantes e imigrantes aumenta a demanda de serviços públicos, que não conseguem acompanhar o progresso por conta da burocracia. Já o sistema privado anda mais rápido", comenta Loureiro.
(Fonte: Terra)