sexta-feira, 3 de abril de 2015 - Foto: Divulgação

Após se sentir prejudicado pela Ferj, Luxa garantiu que não estará presente no Maracanã para o clássico deste domingo, às 18h30, pela 14ª rodada do Campeonato Carioca.
"É uma decisão minha, contando com o apoio do presidente. Não vou ao Maracanã, não vou ao jogo, me senti prejudicado, portanto não faz sentido estar no meu local de trabalho sem poder exercer o meu trabalho. Sou torcedor do Flamengo, mas não vou porque não vou poder atuar e pra mim não faz sentido estar lá como espectador", afirmou.
O treinador aproveitou para relembrar o histórico 7 a 1 e os tempos da ditadura, e garantiu que se sentiu injustiçado pela decisão.
"Enquanto cidadão, me senti violentado, agredido. Já fiz muitas coisas para merecer ser punido, dessa vez so busquei o melhor para o futebol brasileiro. Acabamos de sair de um episódio onde o esporte foi humilhado, o futebol, que é o esporte do brasileiro, foi humilhado e estamos todos buscando uma solução para o futebol brasileiro", bradou.
"Eu me posicionei não contra a Federação ou a pessoa do presidente, mas contra qualquer um que impeça jovens de jogar futebol, em um momento que estamos buscando melhorias e soluções", garantiu o treinador.
Luxemburgo foi suspenso pelo TJD-RJ por dois jogos por ter criticado a Ferj. Na quarta-feira, o STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva) chegou a conceder um efeito suspensivo liberando o treinador rubro-negro para o clássico, mas na quinta a liminar foi derrubada pelo próprio tribunal. Luxa foi enquadrado pelo tribunal estadual no artigo 258 - que fala em "atitude contra a moralidade da competição - do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), e acabou condenado. Em sua declaração, o treinador disse que "era preciso dar porrada na Federação", se referindo ao limite de inscrição de atletas da base no Campeonato Carioca.