Campos 24 Horas - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem 46% das intenções de voto em uma eventual disputa de segundo turno contra o senador Flávio Bolsonaro (PL), que registra 44%, segundo pesquisa BTG/Nexus divulgada nesta segunda-feira (28). Os dois permanecem tecnicamente empatados, considerando a margem de erro de dois pontos porcentuais. Na rodada anterior, Lula também tinha 46%, e Flávio, 45%.
O presidente aparece ainda em empate técnico com o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD), com 46% a 42%. Na pesquisa da semana passada, os dois estavam numericamente empatados, com 45% cada.
Contra o escritor Augusto Cury (Avante), Lula marca 46%, ante 41%. A distância numérica entre eles passou de um para cinco pontos porcentuais: na rodada anterior, o presidente tinha 44%, e Cury, 43%.
Lula registra 48% em uma simulação contra o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo), que tem 39%. Na semana passada, o placar era de 47% a 41%.
Diante de Renan Santos (Missão), o presidente também marca 48%, contra 37% do adversário; os porcentuais anteriores eram de 47% e 39%. Brancos e nulos variam de 8% a 13% nos cinco confrontos testados.
A Nexus entrevistou por telefone 2 mil eleitores de 25 a 27 de setembro. A margem de erro geral é de dois pontos porcentuais, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-07557/2026.
Primeiro turno Lula tem 42% das intenções de voto no primeiro turno, ante 37% de Flávio. Lula oscilou dois pontos porcentuais para cima em relação à rodada anterior, quando tinha 40%. Flávio manteve os mesmos 37%. Com isso, a distância numérica entre os dois passou de três para cinco pontos porcentuais.
O escritor Augusto Cury (Avante) e o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD) aparecem com 5% cada. Renan Santos (Missão) registra 4%, e o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo), 1%. Na pesquisa passada, Cury tinha 6%; Caiado, 5%; Renan, 4%; e Zema, 1%. Brancos e nulos somam 3%, e 2% não souberam ou não responderam.
Na intenção espontânea de voto, quando os nomes dos candidatos não são apresentados, Lula marca 41%, e Flávio, 35%. Na semana anterior, os porcentuais eram de 40% e 34%, respectivamente.
No Nordeste, Lula tem 53% das intenções de voto no cenário estimulado, contra 30% de Flávio. No Sudeste, os dois aparecem numericamente próximos, com 40% e 39%. No Sul, Flávio registra 42%, ante 32% do presidente.
Motivação do voto Indagados sobre a motivação de voto no primeiro turno, 33% disseram que é a economia, 29% as acusações de corrupção, 27% a rejeição a um ou outro candidato, 24% a saúde pública, 21% a educação pública, 21% a segurança pública e 11% a própria situação financeira. Na amostra, 87% disseram ter certeza do voto no 1º turno e 12% afirmaram que ainda podem mudar.
Na expectativa de vitória no 1º turno, Lula oscilou de 54% para 51% e Flávio de 36% para 39%, ambos dentro da margem de erro da pesquisa, que é de 2 p.p.
Flávio e Lula seguem como mais rejeitados Flávio é rejeitado por 51% dos eleitores, e Lula, por 48%. Ao cruzar as respostas sobre os dois candidatos, o levantamento mostra que apenas 5% dos entrevistados admitem votar em ambos e 7% afirmam não votar em nenhum deles.
A rejeição corresponde à parcela que afirma não votar no candidato de jeito nenhum. Na rodada anterior, divulgada em 21 de setembro, o índice era de 50% para Flávio e 49% para Lula. As variações de um ponto porcentual em sentidos opostos estão dentro da margem de erro da pesquisa.
O cruzamento das respostas revela o alcance da divisão do eleitorado: 44% afirmam que poderiam votar em Lula, mas não em Flávio; outros 41% admitem votar em Flávio, mas rejeitam Lula. Há ainda 7% que não votariam em nenhum dos dois e 3% que não conhecem um ou ambos os candidatos. A pesquisa indica que Flávio Bolsonaro tem maior rejeição no Nordeste (60%), entre mulheres (56%) e os sem religião (64%) e Lula tem maior rejeição no Sul (60%), entre homens (55%) e entre evangélicos (58%). De acordo com a mostra, 40% querem Lula eleito; 35% Flávio Bolsonaro ou alguém da família; e 21% nenhum dos dois.
Lula cai entre beneficiários Bolsa Família O petista aparece com 56% das intenções de voto no primeiro turno entre os entrevistados que recebem o Bolsa Família ou moram com alguém que recebe o benefício. Na rodada anterior, eram 64% neste segmento que diziam votar no presidente e candidato à reeleição pelo PT, uma queda de 8 p.p. Nesse mesmo grupo, Flávio Bolsonaro subiu de 17% para 27%, nas projeções de primeiro turno, um crescimento de 10 pontos porcentuais.
O mesmo movimento também aparece nas simulações de segundo turno entre os dois presidenciáveis. Lula registra 61%, ante 71% na pesquisa anterior, enquanto Flávio marca 34%, ante 23% da mostra divulgada na semana passada. A queda nas intenções de voto de Lula neste segmento ocorre poucos dias depois do anúncio do reajuste de 15% nesse benefício, feito no dia 17 de setembro.
Segundo informou o Broadcast Político, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado, o impacto da medida, segundo o governo, será de R$ 5,8 bilhões em 2026 e de R$ 22 bilhões em 2027. O reajuste seria absorvido pelo espaço fiscal existente em ambos os exercícios, segundo o governo. Com o aumento linear dos benefícios, o piso dos pagamentos sai de R$ 600 para R$ 691, com a média indo de R$ 691 para R$ 777.
No segundo turno, a certeza do voto está em 92%; 7% afirmam que podem mudar. No recorte por segmentos, no primeiro turno, Flávio lidera entre os evangélicos com 50%, Lula entre os católicos com 47%, no segundo turno, Flávio lidera entre evangélicos com 57%, Lula entre católicos com 52%. A pesquisa indica ainda que, no segundo turno, Flávio Bolsonaro lidera entre os evangélicos com 57%, enquanto Lula tem maioria entre os católicos, com 52%.