Literatura, música e teatro marcam celebração dos 39 anos da Casa de Cultura

O encontro também reforçou a importância da Casa de Cultura como espaço de preservação da memória e de valorização da produção cultural da Baixada Campista


  • 18/09/2026, 17h37, Foto: Divulgação.

Campos 24 Horas – A Casa de Cultura José Cândido de Carvalho celebrou, na quinta-feira (17), seus 39 anos de história com uma programação especial que reuniu cerca de 70 convidados na sede da instituição. O Café Literário promoveu um encontro entre literatura, música, teatro e memória, com a participação de autores locais da Baixada Campista e nomes da Academia Campista de Letras (ACL).

A programação contou com momentos dedicados à literatura e à poesia, com recitação de Ana Nazaré, além da participação de escritores da região. O encontro também reforçou a importância da Casa de Cultura como espaço de preservação da memória e de valorização da produção cultural da Baixada Campista.

(Leia mais abaixo)

Presidente da Fundação Cultural Jornalista Oswaldo Lima (FCJOL), Patrícia Cordeiro destacou a importância da instituição para a história e a cultura de Campos dos Goytacazes.

“Essa é uma casa muito importante para nós. A Baixada é a porta de entrada da história de Campos e, há 39 anos, a trajetória da Casa de Cultura se confunde com a própria história desse território, com tudo o que é produzido aqui e com o nome de um autor que é motivo de orgulho para todos nós, José Cândido de Carvalho. Quero trazer a vocês um abraço do prefeito Frederico Paes e desejar que esta seja uma noite memorável e inesquecível para todos. Que esta celebração seja também uma preparação para os 40 anos da Casa”, afirmou a presidente.

A noite também teve música, com a apresentação da cantora Saory, que embalou os convidados durante a celebração. A programação reuniu diferentes manifestações artísticas, reforçando a proposta do Café Literário de aproximar artistas, escritores e público.

O teatro e a produção cultural local ganharam destaque com a presença dos atores Luciana Rossi e Almir Junior, integrantes do elenco e da equipe da comédia musical “Ponciano – de Amores – Furtado”, escrita por Arlete Sendra e dirigida por Fernando Rossi. Durante o encontro, os atores falaram sobre a montagem, que resgata o imaginário de Ponciano de Azeredo Furtado, personagem criado por José Cândido de Carvalho.

O espetáculo será apresentado no dia 17 de dezembro, na própria Casa de Cultura José Cândido de Carvalho, levando ao palco uma nova leitura do universo literário do escritor campista.

(Leia mais abaixo)

Representando a Academia Campista de Letras, o escritor Vitor Menezes ressaltou que encontros como o Café Literário também fazem parte do processo de construção da literatura e da própria formação dos escritores. “Às vezes, colocamos a literatura em um certo patamar, como se ela estivesse distante da nossa realidade. Mas a literatura também é feita desses momentos de vida, das experiências, da realidade e dos contatos humanos que construímos. Por isso, estar aqui hoje é uma oportunidade muito bacana. Quero deixar registrado o abraço da Academia Campista de Letras a esta Casa, que tem uma importância tão grande para a nossa cultura”, destacou.

Ao falar sobre o legado de José Cândido de Carvalho, Vitor também compartilhou uma experiência pessoal com a obra do escritor, ressaltando a influência que o conterrâneo exerceu em sua trajetória.

“José Cândido de Carvalho, de certa forma, me fez escritor. Foi por meio das leituras de sua obra que eu pude pensar: ‘Esse conterrâneo me orgulha tanto. É tão genial, escreve tão bem’. Eu sei que jamais chegaria a ser 1% do que ele foi em termos de qualidade literária, mas ele me fez sonhar. Ele me permitiu me atrever a querer escrever”, afirmou.

Outro momento marcante da noite foi a incorporação de novas obras ao patrimônio artístico da instituição. A Casa de Cultura recebeu oficialmente a doação de quadros do artista plástico Pádua Bastos. As telas passarão a integrar permanentemente o salão principal, ampliando o acervo da instituição e contribuindo para valorizar e preservar a produção artística da região.

A doação representa também uma forma de manter viva a relação entre a Casa de Cultura e os artistas locais, fortalecendo o espaço como referência para a produção e a memória cultural da Baixada.

(Leia mais abaixo)


fique bem informado