
Como esperado para a época do ano, o resultado do 1º Levantamento Rápido de Índice de Infestação por Aedes aegypti (LIRAa) subiu, mas não coloca Campos em situação de risco de surto de doenças como dengue, zika, chicungunya e febre amarela. O índice saiu de 1,8 para 3,2, o que caracteriza situação de alerta. Ações de controle ao mosquito conta com ciclo de mutirões até o mês de fevereiro.
Nesta sexta-feira (19), 130 agentes do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) atuam nos bairros Bela Vista, Penha e Vila Manhães. Na próxima semana (26), serão 230 agentes em Vista Alegre, Riachuelo, Chácara João Ferreira, Turf Club e Oliveira Botelho. A diretora de Vigilância de Saúde, Andreya Moreira, ressalta que o aumento no índice de mosquitos não significa que o número de pessoas infectadas aumentou, mas é importante que a população esteja atenta no combate ao Aedes aegypti.
— O LIRAa registrar um aumento não quer dizer que a infectividade vai aumentar. O aumento do índice já era esperado, mas não cresceu o número de pessoas infectadas neste período. Nesta época do ano, é natural o aumento de mosquitos, então, previmos iniciar o mutirão pelos bairros de Campos e disponibilizar carros fumacês para circular pela cidade. Nós contamos com a população porque não adianta atuarmos sozinhos — explicou Andreya.
O LIRAa é o Levantamento Rápido do Índice de Infestação por Aedes aegypti. Devem executar o mapeamento as capitais e municípios de regiões metropolitanas e os municípios com mais de 100 mil habitantes ou com grande fluxo de turistas e de fronteira. Para o levantamento, o município é dividido em grupos de nove mil a 12 mil imóveis com características semelhantes. Em cada grupo, são pesquisados 450 imóveis. Índices inferiores a 1% estão em condições satisfatórias; de 1% a 3,9%, a situação é de alerta e índice superior a 4% há risco de surto de dengue.