03/01/2016 10h45 | Foto: TV Globo

Vila Nova, 1928. A cidade portuária no sudeste do Brasil está em efervescência. A população próspera consome com avidez todas as novidades que chegam de fora. Na arte, na moda, na arquitetura, na música, no cinema: a aristocracia acompanha os movimentos de vanguarda que revolucionam costumes e rompem tradições.
Esse é o ambiente da minissérie “Ligações Perigosas’, de Manuela Dias, com supervisão de texto de Duca Rachid, direção geral de Vinícius Coimbra e de núcleo de Denise Saraceni, que estreia amanhã, na Globo. A série é baseada em “As ligações perigosas”, clássico do século XVIII de Chordelos de Laclos.
Isabel d’Ávila de Alencar (Patricia Pillar) é reconhecida como uma mulher à frente de seu tempo. Viúva desde os 18 anos, vive só em um palacete decorado com obras de arte e móveis de design contemporâneo. Frequenta e promove as melhores festas e eventos sociais. Usa roupas modernas e caras. E fascina a todos com sua elegância e inteligência. Certa noite, a alta sociedade se reúne no teatro de Vila Nova para acompanhar a exibição de “Nosferatu”. Iolanda Mata Medeiros (Lavinia Pannunzio), prima de Isabel, está com a filha, Cecília (Alice Wegmann), que saiu do internato especialmente para o evento. Dona Consuelo (Aracy Balabanian) chega com o sobrinho, Augusto de Valmont (Selton Mello), que não perde tempo e logo começa a flertar.
Alice Wegmann, que interpretou Lia em “Malhação”, aparecerá nos primeiros capítulos na minissérie com os cabelos longos, cultivados em sete anos de internato. Na história de Manuela Dias, sua personagem, Cecília, é filha de Iolanda (Lavinia Pannunzio) e sobrinha de Isabel (Patricia Pillar). A jovem de 17 anos sairá do internato e descobrirá que vai se casar com um homem mais velho, rico comerciante, por vontade da mãe. Porém, não saberá que ele é amante de sua tia.
Mas nenhuma mulher é páreo para Isabel. Ela chega deslumbrante, vestida de branco da cabeça aos pés. Como uma noiva que entra na igreja, atrai todos os olhares para si. Antes do início do filme, é homenageada por promover a primeira sessão de cinema da cidade. Todos a aplaudem de pé. Ao lado de Isabel, o amante Heitor Damasceno (Leopoldo Pacheco) não disfarça o olhar de admiração. Em outro camarote, Augusto apenas observa, impassível.