O delegado Leandro Almada da Costa, afastado preventivamente da Diretoria de Inteligência da Polícia Federal nesta terça-feira (8), participou de diferentes etapas da investigação sobre os assassinatos da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes.
Almada estava à frente da Diretoria de Inteligência desde dezembro de 2024. Segundo o Poder360, ele ingressou na PF em 2008 e comandou as superintendências da corporação no Amazonas, na Bahia e no Rio de Janeiro, além de ter ocupado outras funções de direção.
Em 2019, o delegado presidiu um inquérito sobre uma tentativa de interferência nas investigações do caso Marielle. Em 2024, quando era superintendente da PF no Rio, participou da etapa que resultou nas delações premiadas dos ex-policiais militares Ronnie Lessa e Élcio Queiroz, apontados como executores do crime.
O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, determinou o afastamento de Almada e do diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues. A medida está relacionada à produção de relatórios de inteligência sobre a atuação de Mendonça e sua relação com o advogado-geral da União, Jorge Messias.
A decisão manda a Corregedoria da PF apurar quem solicitou e produziu os documentos. De acordo com a fonte, o despacho não afirma que Almada tenha determinado pessoalmente a elaboração dos relatórios.
Fonte original completa: Poder360