Lava Jato no RJ prende procurador do Estado

Renan Saad é suspeito de receber propina para alterar a Linha 4 do metrô


  • 1º/07/2019 08h07 Foto: Divulgação.

A força-tarefa da Lava Jato no Rio de Janeiro prendeu, na manhã desta segunda-feira (1°), o procurador do estado Renan Saad. Ele foi preso em casa, em São Conrado, Zona Sul.

Saad é suspeito de receber R$ 1,265 milhão em pagamentos da Odebrecht para mudar o traçado da expansão do metrô do Rio. (Leia mais abaixo)

Um procurador atua como advogado do estado e responde a questionamentos legais de interesse da população.

Segundo as investigações, Saad tornou possível a alteração no contrato da construção da Linha 4 do metrô, sem a necessidade de fazer nova licitação, mas encarecendo em mais de 11 vezes o valor da obra.

A força-tarefa afirma que, somente da Odebrecht, o governo do RJ recebeu R$ 59,2 milhões em propinas relativas à expansão do metrô.   A Linha 4 do metrô liga a Zona Sul à Barra, na Zona Oeste, e foi entregue para os Jogos Olímpicos de 2016.

A equipe de reportagem tenta contato com a defesa de Renan Saad.

Expansão e propina (Leia mais abaixo)

De acordo com a investigação, os pareceres emitidos pelo procurador foram "fundamentais" para a viabilização das obras do sistema metroviário.

Os pagamentos foram operacionalizados por meio do Setor de Operações Estruturadas da Odebrecht, sistema usado pela empreiteira para repassar propinas a políticos.

Os repasses a Gordinho, como Saad era identificado no sistema, ocorreram entre 2010 e 2014, segundo aponta a força-tarefa. Um desses pagamentos, de R$ 100 mil, foi entregue no escritório de advocacia do procurador.

Outra investigação relacionada ao caso apura se mudanças na obra do metrô causaram prejuízos aos cofres públicos.

Fonte: G1 (Leia mais abaixo)



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