Campos 24 Horas – A Justiça reconheceu, na 6ª feira (11.set.2026), mais 72 dias de remição da pena de 9 anos de prisão do ex-jogador de futebol Robinho. A decisão mais recente considerou as atividades de trabalho, estudos e qualificação profissional realizadas durante o período de encarceramento. Com o novo abatimento, 301 dias de pena foram reduzidos em menos de 1 ano. As informações foram confirmadas pelo ge.
A 3ª redução foi publicada no Diário de Justiça Eletrônico Nacional em 11.set. Dos 72 dias, 11 foram reconhecidos pelo trabalho realizado na unidade prisional, outros 49 correspondem a atividades de estudo e qualificação profissional. Os 12 dias restantes foram concedidos pela leitura e validação de 3 obras literárias.
Entre as atividades consideradas estão 288 horas de estudos no sistema EJA (Educação de Jovens e Adultos) e 305 horas de cursos de qualificação profissional do Senai e a leitura de Tristão e Isolda, Capitães da Areia e A Invenção de Hugo Cabret.
Robinho foi condenado pela Justiça da Itália a 9 anos de prisão por estupro coletivo cometido em 2013, quando atuava pelo Milan. O ex-jogador cumpre pena no Centro de Ressocialização de Limeira, no interior de São Paulo.
Como foram os descontos - A 1ª redução foi feita em outubro de 2025, quando foram reconhecidos 69 dias. Desse total, 49 foram concedidos por atividades educacionais e 20 pela leitura de 5 livros.
Em janeiro de 2026, Robinho teve mais 160 dias descontados da pena por atividades de trabalho e estudo.
Com os 72 dias reconhecidos em setembro, o total chega a 301 dias:
A legislação brasileira permite a remição de parte da pena por trabalho e estudo. A regra estabelece, em geral, a redução de 1 dia a cada 3 dias de trabalho ou a cada 12 horas de estudo, distribuídas em pelo menos 3 dias. Também há possibilidade de remição pela leitura de obras literárias, conforme as regras do programa.
Condenação - A sentença pelo estupro coletivo se tornou definitiva em 2022. A Justiça italiana pediu a extradição do ex-jogador, mas a Constituição brasileira não permite a extradição de brasileiros nascidos no país, o cumprimento da pena no Brasil foi autorizado pela Justiça brasileira.
Superior Tribunal de Justiça homologou a sentença italiana em 2024 e determinou o cumprimento da pena no Brasil. Robinho foi preso em março daquele ano.
Fonte: Poder360