Justiça mantém prisão do estudante de medicina que atropelou e matou a mãe

Em audiência de custódia na manhã desta quinta-feira, Justiça converte em preventiva prisão de Carlos Eduardo Aquino


  • 31/10/2024. 12h41, Fotomontagem: Campos 24 Horas.

Postado por Fabiano Venancio - O estudante de medicina Carlos Eduardo Tavares de Aquino Cardoso, de 24 anos, que atropelou e matou a própria mãe Eliana Lima Tavares, de 59 anos, na noite da última segunda-feira (28/10), na Avenida Francisco Lamego, no bairro Jardim Carioca, em Guarus, em Campos, teve a prisão em flagrante convertida para preventiva. Na Justiça, ele passou por audiência de custódia na manhã desta quinta-feira (31).

As circunstâncias do atropelamento continuam sendo consideradas suspeitas. Carlos Eduardo foi atuado pelo delegado Carlos Augusto Guimarães, titular da 146ª DP/Guarus, por feminicídio contra a sua mãe. No entanto, ele nega que o atropelamento foi intencional. (Leia mais abaixo)

Carlos Eduardo declarou à polícia que se deparou com uma moto caída, não sabendo que se tratava de uma bicicleta elétrica, não tendo como evitar o acidente, assim como alegou que não sabia que a vítima era sua mãe.

IRMÃ - O delegado do caso informou que o estudante de medicina tem problemas com drogas e já foi denunciado exercício ilegal de medicina. Já a irmã de Carlos Eduardo revelou que ele já agrediu a mãe. Ela prestou depoimento na 146ª DP/Guarus.

RELEMBRE O CASO - O estudante de medicina Carlos Eduardo Tavares de Aquino Cardoso, de 24 anos, atropelou e matou a própria mãe Eliana Lima Tavares, de 59 anos, na noite desta segunda-feira (28), na Avenida Francisco Lamego, no bairro Jardim Carioca, em Guarus, em Campos. As circunstâncias do atropelamento são consideradas suspeitas. A investigação inicial  é para saber "se o homicídio de trânsito poderá ser desqualificado para homologação doloso do Código Penal (quando há intenção de matar), em razão do histórico de violência contra a mãe". E há uma versão apresentada pelo motorista de outro veículo atingido pelo carro do estudante que levanta grandes suspeitas de que o atropelamento pode ter sido intencional.

Eliana conduzia uma bicicleta elétrica. Já seu filho estava ao volante de um carro da marca Citroën, modelo C3, que também bateu em um veículo modelo Cerato, no qual cinco pessoas ficaram feridas. E uma revelação feita pelo motorista do Cerato a policiais militares dentro do Hospital Ferreira Machado pode ser vital para elucidação do caso.

Segundo o motorista, o estudante de direito invadiu a contramão e atingiu a mãe. Em seguida, bateu em seu carro. (Leia mais abaixo)

Com base nas informações da Polícia Militar, o pai de Carlos Eduardo esteve no local do acidente e ficou em estado de choque ao ver sua esposa morta.

O delegado Carlos Augusto acrescenta que: "Devemos também ouvir familiares, amigos e vizinhos para saber como era a relação dele com os pais". Para elucidação do caso, a Polícia busca também imagens de câmeras de monitoramento do local do fato.

Inicialmente, Carlos Eduardo foi autuado por homicídio culposo, mas assim que receber alta médica será conduzido à 146ª DP/Guarus, a fim de passar por interrogatório. A Polícia também apura se o estudante de medicina estava "sob a influência de álcool ou de qualquer outra substância psicoativa que determine dependência".



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