Justiça do Rio autoriza depoimento de mulher que acusa Leniel Borel de agressão no júri do caso Henry

Testemunha será ouvida após pedido da defesa de Jairinho; vereador nega acusações feitas por idosa de 67 anos


  • 29/04/2026, 11h12, Foto: Divulgação .

A Justiça autorizou, nesta terça-feira (28), que a mulher que acusa o vereador Leniel Borel (PP) de agressões físicas e psicológicas seja ouvida no júri do caso Henry. A decisão foi tomada pela 7ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro.

A medida atende a um pedido da defesa do ex-vereador Jairinho, acusado de matar o menino. A mãe da criança, Monique Medeiros, também responde ao processo. (Leia mais abaixo)

A testemunha é Miriam Santos Rabelo Costa, de 67 anos. Ela afirma ter sido vítima de agressões físicas e psicológicas, além de ter tido prejuízo financeiro causado por Leniel. Os supostos fatos teriam ocorrido durante uma viagem a Orlando, nos Estados Unidos, em 2022. Leniel nega as acusações.

Segundo a defesa de Jairinho, a mulher possui informações relevantes para o julgamento. O advogado Rodrigo Faucz declarou que a testemunha relataria que Leniel teria mencionado um acidente envolvendo ele e o filho, hipótese levantada pela defesa para questionar a dinâmica da morte.

Na mesma decisão, a Justiça também rejeitou pedido para transferir o julgamento para fora da capital fluminense. Para a assistência de acusação, a inclusão da testemunha não representa vitória substancial da defesa de Jairo. Por meio de nota, o advogado Cristiano Medina da Rocha ainda disse a decisão não quer dizer que ela será necessariamente ouvida, principalmente caso verifiquem elementos que comprometam sua parcialidade, sua credibilidade, sua isenção ou demonstrem ausência de conhecimento direto sobre os fatos apurados. "O Júri deve ser um espaço de prova séria, lícita e respeitosa, jamais um ambiente para ataques à dignidade da vítima ou para versões fantasiosas. Quem faltar com a verdade responderá nos termos da lei”, afirmou o advogado. Um novo júri popular foi marcado para 25 de maio, depois que a defesa do ex-vereador Jairinho abandonou o plenário no julgamento que teve início em 23 de março. A data ainda pode sofrer alteração.



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