O clima no Legislativo campista voltou a esquentar. Uma decisão judicial sobre a eleição da Mesa Diretora e a expectativa para desfecho interno na Câmara a respeito da possível perda de mandatos de vereadores da oposição em razão de faltas, aumentam a temperatura entre governistas e oposicionistas. A respeito da decisão judicial, foi anulada a votação que elegeu Marquinho Bacellar (SD) para presidente da Câmara de Vereadores de Campos, biênio 2023/2024. O juiz Leonardo Cajueiro, da 3ª Vara Civil de Campos, negou, nesta quinta-feira (02/09)), o mandado de segurança dos 13 vereadores de oposição para validação da votação, que havia sido anulada por membros da Mesa Diretora. O vício na votação foi a principal causa da anulação, ou seja, foi reconhecido que o vereador Nildo Cardoso não votou nominalmente na sessão que aconteceu em fevereiro e elegeu Marquinho presidente.
Já em relação ao processo de perda de mandatos de alguns vereadores da oposição em razão de mais de cinco faltas consecutivas à sessões legislativas, um desfecho é aguardado. O assunto voltou a ser discutido em plenário esta semana. Houve até troca de ameaças entre situação e oposição, como "pode me esperar lá fora". (Leia mais abaixo)
Alguns suplentes dos vereadores que serão julgados pela Mesa Diretora de Câmara estão na expectativa para uma decisão nos próximos dias. A Câmara ainda não definiu oficialmente a data em que será divulgada a decisão sobre a perda de mandatos.
NOVA ELEIÇÃO - Agora, o presidente do Legislativo, Fábio Ribeiro, tem até dezembro para marcar novas eleição. Uma liminar já havia sido negada em março no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. O desembargador Luiz Henrique Oliveira Marques, negou liminar aos 13 vereadores de oposição, que pediam, através de um recurso chamado 'Agravo de Instrumento', a retomada da eleição da Mesa Diretora da Câmara de Campos, cuja votação foi anulada (Aqui) por conta do vereador Nildo Cardoso (União Brasil) não ter votado nominalmente.
A liminar já havia sido negada (Aqui) pelo juiz da 3ª Vara Civil de Campos, Leonardo Cajueiro. Com isso, foi mantida a decisão do colegiado da Câmara que anulou a votação que elegeu Marquinho Bacellar.