Juros de 1.000% e ameaças: polícia prende agiotas violentos no RJ

Segundo os investigadores, a dupla manteve a irmã de um devedor em cárcere privado até que o dinheiro fosse pago


  • 08/09/2025, 14h42, Foto: Divulgação.

A Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro (PCERJ) prendeu dois agiotas violentos que emprestavam dinheiro a moradores de Maricá e São Gonçalo, na Região Metropolitana, e faziam cobranças com juros abusivos, que chegavam a 1.000%, além de ameaças de morte.

As investigações começaram em junho deste ano, quando as vítimas procuraram a 82ª Delegacia de Polícia (Maricá) para denunciar o crime de extorsão. Eles foram presos nesse sábado (6/9). (Leia mais abaixo)

As investigações revelaram que a quadrilha, além de cobrar os juros abusivos, exigia os pagamentos com armas en punho, ameaçando as vítimas e seus familiares.

Em um dos casos, um dos presos invadiu a casa de um denunciante e, não o encontrando, manteve a irmã em cárcere privado, apontando uma arma de fogo para a cabeça dela, exigindo o pagamento imediato da dívida. (Leia mais abaixo)

Os agentes identificaram transferências bancárias via Pix para uma empresa em Alcântara, em São Gonçalo (RJ), que servia como fachada para movimentar os valores obtidos ilegalmente. Na delegacia, as vítimas reconheceram um dos presos como o responsável por entregar os valores e o outro como o autor das cobranças violentas.

Nos locais onde foram localizados e presos, os investigadores constataram que os agiotas mantinham patrimônios incompatíveis com suas declarações de renda, já que ambos se apresentavam como vendedores autônomos de automóveis. (Leia mais abaixo)

As investigações continuam para identificar outros envolvidos na quadrilha e aprofundar a análise do material apreendido.

Prisão - As prisões ocorreram durante diligências nos bairros de Itaipuaçu e Jardim Interlagos, em Maricá, e também em Alcântara, em São Gonçalo. Na ação, foram apreendidos dois veículos de luxo, uma pistola, material de armamento, documentos, valores em espécie, celulares e munições. (Leia mais abaixo)

Fonte: Metrópoles



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