A Polícia Civil iniciou, nesta segunda-feira (21), a tomada de depoimentos referente a apuração das supostas ameaças recebidas pelo vereador Maicon Cruz (PSC), durante a sessão da Câmara de Campos, na última terça-feira, dia 15, durante a qual o vereador Marquinho Bacelar (SD) foi eleito presidente, mas acabou sendo suspensa no dia seguinte pelo presidente Fábio Ribeiro (PSD), em razão de pedidos feitos por vereadores de base governista. A sessão foi marcada por tumulto, precisando ser interrompida antes do fim porque apoiadores governistas e de oposição invadiram o plenário. Após a sessão, o vereador Maicon fez registro de BO virtual de ameaças que teria sofrido durante e depois da sessão (AQUI), apontando o colega Juninho Virgílio e seu primo, o ex-vereador Thiago Virgílio, como autores das ameaças. O voto de Maicon foi decisivo para vitória de Marquinho. Mas, seu comportamento foi muito questionado, visto que ele teria assinado um manifesto em favor da candidatura de Fábio minutos antes da sessão. A respeito ainda da mesma sessão na Câmara, houve especulações de que, após a votação da última terça-feira, outro vereador teria sofrido ameaças e que um veículo seria o motivo. A Polícia, no entanto, informou ao Campos 24 Horas que não há investigação em curso na 134ª DP/Centro.
De acordo com informações obtidas pela Campos 24 Horas junto a Polícia Civil, o vereador Juninho Virgílio prestou depoimento nesta segunda, na 134ª DP/Centro, e negou que tenha feito ameaças ao colega Maicon. Uma testemunha de Thiago Virgílio, que estaria com ele no dia do caso, também prestou depoimento nesta segunda-feira e também negou que ele tenha feito ameaças. (Leia mais abaixo)
De acordo com a polícia, os próximos depoimentos já foram marcados. Pessoas cujos nomes foram citados por Maicon como testemunhas das supostas ameaças já foram intimadas. (leia mais abaix0)
Nas imagens da sessão, é possível ver Juninho se dirigindo a Maicon durante o tumulto. No entanto, as imagens não deixam claro que houve ameaças.
JUNINHO QUERIA SER CANDIDATO - Juninho Virgílio disse que também queria concorrer ao cargo de presidente, todavia não teve tempo hábil para fazer articulações. Conforme disse AQUI Fábio Ribeiro ao Campos 24 Horas, Juninho tinha deixado a Secretaria de Governo da Prefeitura e retornou à Câmara no dia em que a eleição aconteceu, motivo pelo qual entrou com requerimento para que a sessão que elegeu Marquinho Bacelar seja suspensa, sob alegação de houve uma violação ao princípio da publicidade. (leia mais sobre o caso AQUI)