Julho Amarelo: UBSs aumentam oferta de teste rápido para detectar hepatites virais

O interessado deve procurar uma das unidades de saúde para agendar o atendimento, no horário das 8h às 17h


  • 14/07/2021, 17h46, Foto: Reprodução.

No mês de conscientização sobre as hepatites virais, denominado “Julho Amarelo”, a coordenação do Programa Municipal DST/Aids e Hepatites Virais - Centro de Doenças Infecto-Parasitárias (CDIP) -, em Campos, reforça para a população a importância de fazer o teste rápido para detectar a doença. O coordenador do programa, Rodrigo Rodrigues de Azevedo, disse que tem feito contato com as Unidades Básicas de Saúde (UBSs) a fim de solicitar o aumento da oferta do teste rápido para identificar hepatites B e C. “Quando há o diagnóstico precoce, as chances de cura são maiores”. O Dia Mundial de Luta contra as Hepatites Virais é lembrado no próximo dia 28.

Rodrigo disse que, para fazer o teste rápido, a pessoa deve procurar uma UBS para agendar o atendimento, no horário das 8h às 17h. O interessado deve apresentar um documento de identificação com foto. O teste consiste na coleta de sangue por meio da punção digital. O resultado sai em cerca de 30 minutos. A rede oferece também teste rápido para identificar Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs), como HIV e sífilis. (Leia mais abaixo)

De janeiro de 2017 a dezembro de 2020, foram abertos 610 novos prontuários de hepatites virais no município, sendo 31% de hepatite B e 69% de hepatite C. Os anos de 2017 e 2018 representam 73% dos casos de hepatites registrados. A partir de 2020, com o início da pandemia do novo coronavírus, ocorreu uma diminuição do número de casos registrados devido à dificuldade de acesso ao serviço por parte dos usuários. De janeiro a junho de 2021, segundo Rodrigo, foram abertos 26 novos prontuários. Deste total, 38% de hepatite B e 62% de hepatite C.

Em relação aos testes rápidos feitos nos primeiros dias de julho deste ano, Rodrigo afirmou que só terá um balanço no final do mês. Em caso positivo para a doença, ele disse que a pessoa é encaminhada ao CDIP para abertura de prontuário, monitoramento e tratamento. “Há casos em que o próprio organismo consegue vencer o vírus”.

Os tipos B e C são as principais causas de transplante, cirrose e câncer hepático, podendo evoluir e se tornarem crônicos, ocasionando graves problemas no fígado.

O município dispõe de vacinas para hepatite A e B que fazem parte do calendário de rotina da criança e é aplicada para todos aqueles que têm entre 1 ano e 3 meses a 4 anos, 11 meses e 29 dias. Já o adulto com doença crônica também toma a vacina da hepatite A. Ela é feita no Centro de Referência para Imunobiológicos Especiais (Crie), que funciona na Secretaria de Saúde, mediante apresentação de laudo médico. A vacina contra a hepatite B, que também protege contra a hepatite D, é ministrada em três doses e está disponível na rede de saúde.



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