'Julho Amarelo' alerta para prevenção e cuidados com as hepatites virais

Em Campos, o CDIP presta serviços aos munícipes com distribuição de preservativos, palestras e testes rápidos




05/07/2021, 16h09, Foto: Reprodução.


As hepatites virais são muitas vezes silenciosas e uns dos meios de detecção é por meio do exame de sangue. Sendo assim, o mês de julho é destinado ao alerta à população sobre essas patologias, associadas à cirrose hepática e ao câncer no fígado. O “Julho Amarelo”, campanha instituída no Brasil pela Lei nº 13.802/2019, tem por finalidade reforçar as ações de vigilância, prevenção e controle dessas doenças. O Dia Mundial de Luta Contra as Hepatites Virais é lembrado em 28 de julho. (leia mais abaixo)


A hepatite é uma inflamação do fígado que pode ser causada por vírus ou pelo uso de alguns medicamentos, álcool e outras drogas, assim como por doenças autoimunes, metabólicas ou genéticas. No Brasil, as hepatites virais mais comuns são as do tipo A, B e C. O diagnóstico precoce favorece o início do tratamento, acessível a todos pelo Sistema Único de Saúde (SUS). (leia mais abaixo)


Em Campos, o Programa Municipal DST/Aids e Hepatites Virais —, Centro de Doenças Infecto-Parasitárias (CDIP) —, vinculado à Secretaria Municipal de Saúde, presta serviços aos munícipes com distribuição de preservativos, palestras educativas, quando solicitado e profissionais capacitados para realização de testes rápidos.


O coordenador do CDIP, Rodrigo Rodrigues de Azevedo, informou que nos últimos quatro anos 263 pessoas positivaram para hepatites, sendo 102 para o tipo B e 161 para o C. Ele explica que a principal forma de transmissão para esses dois tipos é o contato com sangue contaminado. Dessa forma, faça sexo com preservativo e evite compartilhar objetos de uso pessoal como: seringas; material de manicure e pedicure; lâmina de barbear e depilar; agulha de tatuagem; escova de dente, entre outros objetos. Vale lembrar que para a hepatite B existe vacina, que é a principal medida de prevenção contra a doença.


Segundo Rodrigo, a falta do conhecimento da existência da doença é o grande desafio, por isso, a recomendação é para que façam o teste, gratuitamente, nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e no próprio CDIP, que funciona das 8h às 17h, de segunda à sexta-feira, na Rua Conselheiro Otaviano, nº 241, Centro. Em caso de resultado positivo, o tratamento está disponível na rede pública de saúde.


“Por se tratar de uma doença que tem período de incubação, é importante a testagem uma vez no ano, como forma de precaução. Para melhorar o acesso, disponibilizamos agendamento de teste online, no site da Prefeitura, independente da região em que a pessoa reside. O teste é sigiloso, confiável e rápido”, esclarece o coordenador, mencionando que o tratamento é de três a seis meses, a depender da condição clínica do paciente.


“Não é mais necessário abertura de processo, apenas avaliação médica com o resultado do exame solicitado (carga viral, função hepática, entre outros)”, concluiu.


TIPOS DE HEPATITE

Hepatite A: tem o maior número de casos, está diretamente relacionada às condições de saneamento básico e de higiene. É uma infecção leve e se cura sozinha. Existe vacina.


Hepatite B: é o segundo tipo com maior incidência; atinge maior proporção de transmissão por via sexual e contato sanguíneo. A melhor forma de prevenção para a hepatite B é a vacina, associada ao uso do preservativo.


Hepatite C: tem como principal forma de transmissão o contato com sangue. É considerada a maior epidemia da humanidade hoje, cinco vezes superior à AIDS/HIV. A hepatite C é a principal causa de transplantes de fígado. A doença pode causar cirrose, câncer de fígado e morte. Não tem vacina.


Hepatite D: causada pelo vírus da hepatite D (VHD) ocorre apenas em pacientes infectados pelo vírus da hepatite B. A vacinação contra a hepatite B também protege de uma infecção com a hepatite D. (leia mais abaixo)


Hepatite E: causada pelo vírus da hepatite E (VHE) e transmitida por via digestiva (transmissão fecal-oral), provocando grandes epidemias em certas regiões. A hepatite E não se torna crônica, porém, mulheres grávidas que forem infectadas podem apresentar formas mais graves da doença.


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