Homem diz que porque matou filho de perito


Atualizado: segunda-feira, 24 de março de 2014      -       Foto: Filipe Lemos e Saulo Garcez / Campos 24 Horas - 10h45

Acusado de crime no Centro de Campos foi apresentado pela polícia na manhã desta segunda-feira (Leia mais abaixo)

GEDSC DIGITAL CAMERAGEDSC DIGITAL CAMERA“Fiquei com medo, pois havia tomado cerveja e não tenho carteira de habilitação, além do IPVA do meu carro estar atrasado. Ele(se referindo a vítima) disse que iria chamar a polícia após o acidente”.

Este é um dos trechos das declarações do pedreiro Rondinely Mendes Natal, 31 anos,  acusado de matar o bacharel em Direito e filho de um perito da Polícia Civil, Felipe Leite Vieira, 28 anos. Ele foi apresentado à imprensa e respondeu algumas perguntas na manhã desta segunda-feira(24). A apresentação foi feita pelos delegados Geraldo Rangel e Paulo Pires, titular e adjunto da 134ª DP/Centro, respectivamente.

Rondinely foi localizado pela polícia na noite de ontem, na casa de um irmão, no município de Macuco. O crime ocorreu na noite de sábado, após um acidente de trânsito, no Centro de Campos.

GEDSC DIGITAL CAMERAO acusado, que mora em Itaocara, revela que iria para Grussaí em companhia da mulher e dois filhos, quando bateu no carro da vítima com seu Focus, o qual abandonou minutos depois do crime na Beira-Valão para fugir da cidade. Segundo ele, um sobrinho que estava em um Gol e também seguia para Grussaí, é dono da arma com a qual cometeu o crime.

“Após a colisão, ele (se referindo a vítima) caminhou em direção a seu carro dizendo que iria chamar a polícia. Não sabia o que ele poderia pegar no carro. Foi quando apanhei a arma do meu sobrinho no porta-luvas e atirei na cabeça dele. Em seguida, dei mais três tiros pelas costas. Mas, estou arrependido”, declara Rondinely, que não possui antecedentes criminais. (Leia mais abaixo)

O delegado Geraldo Rangel informou que a identificação do autor do crime aconteceu após a apreensão de documentos em seu carro, um Focus preto, placa JPF-1870 de Itaocara, que foi abandonado na Beira-Valão, além do depoimento de testemunhas que o reconheceram através de fotos. Rondinely será indiciado pelo crime de homicídio duplamente qualificado por motivo fútil e impossibilidade de defesa da vítima. Nesse caso, a pena pode ser de 12 a 30 anos de cadeia.

Relembre o caso

Crime ocorreu na noite deste sábado a poucos metros da Faculdade de Direito de Campos

crime 2203 2 felipe filho luiz fernandoApós uma discussão no trânsito, o jovem Felipe Leite Vieira, de 28 anos(foto acima), que era filho do perito da Polícia Civil, Luiz Fernando, foi assassinado a tiros na noite deste sábado(22), por volta das 18h30, no Centro de Campos. Segundo policiais que atenderam a ocorrência, houve uma colisão entre o carro da vítima, um Volkswagen Saveiro, de cor vermelha, de placa KWX-5094, e um Focus preto, com placa de Itaocara.

crime 2203 4Durante a discussão, o autor do crime mandou que uma mulher e duas crianças saíssem de seu carro, perseguiu a vítima por cerca de 100 metros e a matou de forma impiedosa, com três tiros. (Leia mais abaixo)

Como aconteceu 

Segundo testemunhas, a vítima, o bacharel em Direito e estudante de engenharia  Felipe Leite Vieira, de 29 anos, trafegava com seu veículo pela  rua Tenente Coronel Cardoso(antiga rua Formosa). No cruzamento com a rua Carlos de Lacerda, houve uma colisão com o carro que era dirigido pelo autor do crime.

Segundo ainda relatam testemunhas, o autor do crime estava em companhia de uma mulher e duas crianças, que saíram do carro e fugiram em um Gol. Enquanto isso, a vítima e o autor do crime, ambos já fora de seus carros, discutiram. As testemunhas não informaram se houve agressão.

crime 2203 3Ao perceber que o homem com quem discutia estava armado, Felipe saiu correndo, mas foi alcançado e morto a tiros na calçada em frente a uma loja de tintas, na esquina da Rua Tenente Coronel Cardoso com rua do Príncipe, a poucos metros da Faculdade de Direito de Campos(FDC).

A mãe e o pai da vítima, o perito policial Luiz Fernando, chegaram ao local do crime por volta das 19 horas. Ao ver o carro do filho, a mãe ficou desesperada e começou a chorar e perguntar aos policiais se ele ainda estava vivo. Ela foi amparada e retirada do local. (Leia mais abaixo)

crime 2203 delegado paulo pires

O delegado adjunto da 134ª DP, Paulo Pires(foto ao lado portando uma metralhadora) esteve no local do crime fazendo levantamentos.



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