Os jornalistas podem ser a próxima categoria a ser considerada como atividade essencial nas prioridades de vacinação contra a Covid-19. A Associação de Imprensa Campista (AIC) e a Delegacia Regional do Norte Fluminense do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado do Rio de Janeiro (SJPRJ) encaminharam ofício ao prefeito Wladimir Garotinho (PSD) solicitando a inclusão dos profissionais de imprensa nesta lista.
As duas entidades enfatizam que “os jornalistas estão na linha de frente de enfrentamento à pandemia da Covid-19, o que torna necessário incluir a categoria nas prioridades para vacinação e acrescentam ainda que esses profissionais estão desempenhando um papel primordial que é levar informações para toda população e, na cobertura diária, estão em contato com médicos e pacientes, sujeitos assim ao risco de contaminação”. Os ofícios são assinados pelos jornalistas Adelfran Lacerda e Wellington Cordeiro, delegado do SJPRJ e presidente da AIC, respectivamente. (Leia mais abaixo)
A AIC e a Delegacia do Sindicato dos Jornalistas destacam ainda que “o município de Campos perdeu diversos profissionais de comunicação neste período, muitos outros foram contaminados e conseguiram sobreviver depois de longa batalha contra a enfermidade”.
Esta solicitação, acrescentam ainda, está de acordo com a orientação da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj). “A Fenaj reforça os argumentos para que os sindicatos de jornalistas se dirijam as respectivas autoridades locais em busca da inclusão dos jornalistas, profissionais empregados em veículos públicos e privados, como jornais, revistas, sites e portais de noticias, emissoras de rádio e TV, além de freelancers que participam diariamente de coberturas jornalísticas entre os grupos prioritários de vacinação contra a Covid-19”.
“O governo federal também reconhece essa necessidade, conforme o decreto 10.288, publicado em edição extraordinária do Diário Oficial da União, que diz que as atividades da imprensa são essenciais e, por isso, devem ser adotadas medidas para evitar o adoecimento dos profissionais. Assim, é responsabilidade dos governos e dos empregadores adotarem medidas de cautela para redução da transmissibilidade do vírus entre os jornalistas”, lembram ainda.
Finalmente, o documento admite o problema da escassez de vacinas. “Entendemos que a dificuldade ao acesso das vacinas é uma realidade em todo país, porém temos a convicção de que a prefeitura de Campos estará sensibilizada com a situação da categoria e fará justiça com os profissionais de comunicação do município”.