A Associação Internacional de Imprensa Esportiva e a FIFA homenagearam nesta terça-feira (29), em cerimônia realizada em Doha, Catar, 70 jornalistas esportivos veteranos de diferentes países, que cobriram oito ou mais Copas do Mundo de futebol. Entre os profissionais homenageados, o campista Eraldo Leite, comentarista da Rádio Globo, que está em sua 11ª Copa do Mundo.
“Muito feliz ao lado de grandes companheiros de tantas coberturas de Copa do Mundo. A credencial para a cobertura de uma Copa é o maior troféu para um jornalista esportivo”, disse Eraldo, em suas redes sociais. (Leia mais abaixo)
O comentarista começou a carreira em Campos, na metade da década de 1970, na extinta Rádio Continental, passou também pela Campos Difusora e Cultura. Depois, já no final daquela década, foi para o Rio trabalhar na Rádio Nacional, tupi e Globo, além da TV Bandeirantes.
O narrador Galvão Bueno, da Rede Globo, que faz a sua 13ª Copa do Mundo, é outro brasileiro que recebeu a homenagem no Catar.
Uma mini-réplica do troféu da Copa do Mundo FIFA foi entregue aos profissionais de imprensa pelo ex-jogador Ronaldo, vencedor pela Seleção Brasileira das Copas de 1994 e 2002, além de ser o segundo maior artilheiro do torneio, com 15 gols marcados em 19 jogos.
Entre os jornalistas premiados, o argentino Enrique Macaya Márquez, que cobriu todas as Copas do Mundo desde 1958 e está trabalhando em sua 17ª cobertura no Catar como comentarista de rádio, é o mais longevo.
Em seguida vem o jornalista alemão Hartmut Scherzer, que está cobrindo sua 16ª Copa do Mundo, e Jorge Da Silveira, do Uruguai, que está em sua 15ª cobertura. (Leia mais abaixo)
Scherzer lembrou que na Copa de 1966 foi possível conversar com os jogadores no vestiário após a grande final. "Eu estava no vestiário e conversei com Franz Beckenbauer. Ele tinha apenas 20 anos e era muito tímido."
Ao comentar mudanças na profissão de jornalista esportivo ao longo de seus 60 anos de carreira, Jorge da Silveira criticou a atual falta de oportunidades de fazer entrevistas individuais com as estrelas da Copa. "Antes você podia entrevistar treinadores e jogadores cara a cara, fazendo perguntas, mas hoje em dia tudo se resume a coletivas de imprensa."