Jornalismo esportivo em debate na Bienal de Campos
sexta-feira, 23 de maio de 2014 - Foto: Roberto Joia/Secom
Debates com várias temáticas relacionadas à crônica esportiva neste fim de semana
“A Copa do Mundo é blindada pela Fifa e a cobertura jornalística se tornou mais difícil”. A afirmação foi do jornalista Erik Faria durante um bate papo na Arena Jovem na noite desta sexta-feira (23), na 8ª Bienal do Livro. O debate, que reuniu o radialista Eraldo Leite e o jornalista Cahê Mota, sob a mediação do jornalista Antunis Clayton, teve como mesa “Bastidores do jogo: O repórter in loco”. Foi o primeiro dia da 24ª Semana da Imprensa da Associação de Imprensa Campista (AIC), que tem como tema o Jornalismo Esportivo.
Eraldo contou que a Copa do Mundo de 1982 foi primeira que ele cobriu como radialista e naquela época os jogadores ficavam quase uma hora à disposição da imprensa. “E eram os melhores do mundo e os mais consagrados”, disse. Erik ressaltou que a Copa se tornou em um negócio que envolve muito dinheiro. “E a cada ano que passa a blindagem com os jornalistas é cada vez maior, o que gera muito desgaste durante a cobertura”, comentou.
Erik disse que o jornalista esportivo tem que ter a humildade de saber que a notícia dele não vai mudar a vida de ninguém e que o profissional tem que se adaptar às novas mídias. Erik acredita que o Brasil vai ganhar a Copa do Mundo nas costas. “Felipão é muito eficiente e os jogadores estão chegando inteiros ao campeonato mundial. As principais seleções concorrentes estão sofrendo com as lesões e dúvidas”, disse o jornalista, informando que se a seleção brasileira não for pentacampeã este ano, a população brasileira vai sofrer de ressaca com o futebol.
Cahê esclareceu que o jornalista esportivo não deve se contentar apenas com as informações passadas durante uma coletiva de imprensa. “Todos nós temos que buscar as alternativas para que tenhamos informações diferentes”, ressaltou.