Jogadores que tiveram de se virar no gol

Expulsão ou lesão do goleiro após feitas as substituições permitidas abre espaço para heróis improváveis... ou não. Diego Souza, do Sport, é o exemplo mais recente


terça-feira, 19 de maio de 2015  -     Foto: Divulgação Edmundo no golO meia Diego Souza, do Sport, teve que ir para o gol após a lesão do goleiro Magrão, no empate por 2 a 2 com o Flamengo, no Maracanã, pela segunda rodada do Brasileiro. O técnico Eduardo Baptista não podia colocar mais ninguém em campo, pois tinha feito as três substituições permitidas. Se não conseguiu evitar o gol de empate, marcado por Everton, pelo menos impediu a virada do time carioca. Assim como ele, outros jogadores de linha já exerceram a função, considerada por muitos a mais ingrata do futebol. Confira a lista

Edmundo

No Campeonato Brasileiro de 2008, o atacante Edmundo tomou a iniciativa de ir para o gol após o goleiro Tiago cometer pênalti no meia Guilherme na segunda etapa do jogo contra o Cruzeiro, em São Januário. Mesmo com o apoio da torcida, ele não conseguiu fazer a defesa e mostrou muito nervosismo nos lances seguintes. Inconformado com a derrota por 3 a 1 e com a campanha do time, que acabaria rebaixado, Edmundo deixou o campo chorando e afirmou o que clube era roubado em todo lugar e que não precisava passar por uma situação humilhante como aquela. Gaúcho Antes de se tornar ídolo do Flamengo na década de 90, o atacante Gaúcho teve que substituir o goleiro Zetti, do Palmeiras, que se machucou justamente durante um confronto entre as duas equipes, no Maracanã, pelo Brasileiro de 1988. No tempo normal, ele não evitou o gol de Bebeto, mas na decisão por pênaltis, além de converter a sua cobrança, defendeu os chutes de Aldair e Zinho, contribuindo para a vitória do Verdão. Paulo Sérgio Em 1993, o atacante Paulo Sérgio, do Corinthians, chamou para si a responsabilidade de ir para o gol após o goleiro Ronaldo ser expulso ao cometer pênalti no meia Raí, no clássico contra o São Paulo, no Pacaembu, pelo Campeonato Paulista. Na ocasião, o técnico Nelsinho já tinha feito as duas substituições permitidas. Paulo Sérgio não conseguiu defender a penalidade cobrada pelo camisa 10 tricolor, mas fez boas defesas, impedindo que a derrota por 3 a 0 fosse ainda maior. Marcelo Ramos No segundo e decisivo jogo contra o San Lorenzo, válido pela semifinal da Copa Mercosul de 1998, o goleiro Paulo César, do Cruzeiro, foi expulso aos 45 minutos do segundo tempo. Coube então ao atacante Marcelo Ramos a missão de defender a meta celeste. Apesar da pressão dos donos da casa, ele teve uma atuação segura, garantindo o empate por 1 a 1 que classificou o clube para a decisão - a Raposa vencera jogo de ida em casa por 1 a 0. (Leia mais abaixo)



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