Jogadores criticam o uso de gramado sintético no Brasil

Assunto sobre a utilização do piso artificial vem ganhando espaço no futebol brasileiro. CBF está fazendo um estudo sobre o assunto


  • 11/04/2025, 09h39.

Oscar comenta gramado sintético antes de semifinal e CBF prepara estudo sobre o tema A Presidente do Palmeiras rebateu o manifesto dos jogadores sobre o uso deste tipo de piso Imagem: Pexels

Recentemente, uma grande discussão pautou os principais programas esportivos do Brasil: a grama sintética deve continuar sendo usada? Muitos jogadores manifestaram insatisfação com esse tipo de gramado, alegando que ele é prejudicial à saúde dos atletas. Um dos que se posicionaram com firmeza foi o meio-campista Oscar, do São Paulo. (Leia mais abaixo)

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Crítica antes de clássico importante

No dia 10 de março, Palmeiras e São Paulo disputaram uma das semifinais do Campeonato Paulista desta temporada. A partida, vencida por 1 a 0 pelo time da casa, foi realizada no Allianz Parque – um dos estádios brasileiros que utilizam grama sintética. Dias antes da bola rolar, durante entrevista coletiva, Oscar comentou o gramado do rival.

“Sobre gramado sintético, não é a gente contra o Palmeiras. É contra os estádios de gramados sintéticos. É a primeira vez que estou jogando em sintético. Na Europa e na China não tinha. Estou vendo que os jogadores estão sofrendo. Os jogos em sintético, contra Portuguesa e Palmeiras, eu não joguei muito, mas vi os companheiros, o próprio Alisson que sofreu com o tornozelo dele. A gente espera ter um gramado melhor.”

Além de Oscar, jogadores como Philippe Coutinho, Neymar, Lucas Moura, Gabigol e Thiago Silva assinaram um manifesto em fevereiro deste ano contra o gramado sintético. O documento tem como lema: “Futebol é natural, não sintético”. Os atletas alegam que esse tipo de piso propicia um aumento no número de lesões. (Leia mais abaixo)

Resposta alviverde

Logo após a manifestação dos jogadores, vieram as reações. Uma das mais contundentes foi a da presidente do Palmeiras, Leila Pereira. Em entrevista à TNT, ela foi direta ao rebater as críticas.

“Deve ter um movimento político por trás disso, estão usando os atletas, porque não é possível. Se quisessem melhorar os gramados, não atacariam o sintético, e sim os gramados horrorosos Brasil afora. Vocês viram os gramados na primeira fase da Copa do Brasil, aquilo prejudica os atletas. É muito mimimi. Os atletas têm que pensar em jogar bola. Tem muitos atletas daquele manifesto que não estão jogando nem no sintético, nem no natural.”

Posicionamento da CBF

Diante da repercussão e da polêmica envolvendo o uso da grama sintética no futebol brasileiro, a CBF anunciou que está preparando um estudo sobre o tema com o apoio de uma comissão médica. A intenção é promover um debate técnico com a participação dos clubes. O presidente da entidade, Ednaldo Rodrigues, afirmou que as equipes têm liberdade para refletir e decidir sobre o tema. (Leia mais abaixo)

Atualmente, os clubes da Série A que utilizam gramado sintético são Botafogo e Palmeiras. O Atlético Mineiro também deve estrear seu novo campo com esse tipo de piso na edição de 2025 do Campeonato Brasileiro. Na Série B, o Athletico Paranaense mantém o uso da grama artificial.

A FIFA permite o uso de gramado sintético pelos clubes ao redor do mundo, mas exige que sejam seguidos padrões rigorosos de qualidade. Curiosamente, embora autorize a utilização, a entidade não adota esse tipo de gramado em suas competições. A discussão ainda promete render muitos capítulos no futebol brasileiro.



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