Janja vibra com bateria da Imperatriz que faz ensaio técnico com bonés CPX


  • 23/01/2023, 10h17, Foto: Reprodução.

A primeira-dama Rosângela Lula da Silva, a Janja, elogiou a escola de samba Imperatriz Leopoldinense, cujos ritmistas usaram bonés com a sigla CPX, em homenagem ao Complexo do Alemão. O comentário foi feito em uma publicação do criador do Voz das Comunidades, René Silva. Janja desembarcou em Buenos Aires no domingo ao lado de Lula para o primeiro compromisso internacional do presidente.

A sigla tomou notoriedade em outubro do ano passado quando, ainda como candidato à Presidência da República, Lula usou um boné com as letras CPX durante uma visita no conjunto de favelas no feriado do Dia das Crianças. Imagens do presidente com o acessório viralizaram nas redes sociais depois que apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro divulgarem desinformação relacionando a sigla com a palavra "'cupincha", que significa parceiro e que, segundo eles, seria usada por integrantes de facções criminosas. (Leia mais abaixo)

Apoio do mundo do samba No início de janeiro, Janja foi convidada pela Imperatriz para desfilar no carnaval deste ano. O convite surgiu depois que a youtuber Antonia Fontenelle criticou a roupa usada pela primeira-dama na posse de Lula. Antonia comparou o terninho — conjunto pantalona, colete e blazer — com a velha guarda da escola de samba. O comentário causou revolta no mundo do samba e foi repudiado por escolas e carnavalescos.

"Escola apática, nem fede, nem cheira. É a Imperatriz Leopoldinense. Nem é a velha guarda da Mangueira, da Mocidade ou da Grande Rio", dissera Antonia.

A presidente da Imperatriz Leopoldinense, Cátia Drumond, enviou ofício para a Liga Independente das Escolas de Samba do Rio de Janeiro (Liesa) pedindo que Fontenelle não seja credenciada para qualquer finalidade ou função nas apresentações do Rio e convidou a primeira-dama para desfilar no carnaval.

Este ano, a Imperatriz tem como enredo “O aperreio do cabra que o excomungado tratou com má-querença e o santíssimo não deu guarida”, do carnavalesco Leandro Vieira, com inspiração na figura de Lampião a partir de fábulas da literatura de cordel.

Rainha do CPX Quem também aderiu à homenagem ao complexo no ensaio técnico foi a rainha de bateria da Imperatriz Leopoldinense, Maria Mariá, moradora do Alemão. Durante o ensaio técnico, a majestade exibiu a coroa, banhada a ouro em formato de boné com a sigla CPX, que ganhou em sua coroação em dezembro passado. O acessório foi uma criação do carnavalesco da Imperatriz, Leandro Vieira. (Leia mais abaixo)

Metade das 12 escolas do Grupo Especial optou por trazer à frente de suas baterias rainhas que fazem parte das agremiações, em sua maioria, desde a infância. São meninas que, mais do que ter samba no pé, “são raiz”, como chamam alguns, ou chão da escola, como preferem outros. O número é maior do que os de 2022 e 2020, quando as rainhas de comunidade chegaram a cinco. Em 2021, não houve desfile por conta da pandemia. Em 2019, foram quatro. Há dez anos, eram três.

O objetivo da iniciativa das escolas é manter a tradição de valorizar as "crias de comunidade", como a Beija-Flor, onde Raíssa de Oliveira reinou por 20 anos, depois de Sônia Capeta, outra soberana “raiz”. Na Verde e rosa, Evelyn Bastos, de 29 anos, se orgulha de ser uma rainha com DNA mangueirense. Nascida na comunidade e filha de Vânia Bastos — rainha entre 1987 e 1989 —, ela começou na agremiação mirim Mangueira do Amanhã e, em 2013, interrompeu sete anos de apostas da escola em celebridades como Preta Gil e Gracyanne Barbosa para o posto.

Fonte: Extra



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