Boletim médico divulgado às 14h20 pelo Hospital Albert Einstein, na Zona Sul de São Paulo, onde o presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) está internado desde a manhã desta sexta-feira (7) diz que ele está consciente e em boas condições clínicas. O presidenciável foi esfaqueado durante ato de campanha no Centro de Juiz de Fora.
"O candidato à Presidência da República, Jair Bolsonaro, internado no Hospital Israelita Albert Einstein na manhã de hoje, 7, encontra-se consciente e em boas condições clínicas. O paciente está internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) onde realizou exames laboratoriais e de imagens e foi avaliado por equipe multiprofissional. O tratamento iniciado anteriormente em Juiz de Fora (MG) está sendo continuado. A equipe médica responsável pelo paciente é formada pelo cirurgião Antônio Luiz Macedo e o clínico e cardiologista Leandro Santini Echenique", diz o boletim.
A transferência de Bolsonaro da Santa Casa de Juiz de Fora para o centro médico da capital paulista foi decidida pela família após médicos considerarem o estado de saúde dele "extremamente estável". (Leia mais abaixo)
Jair Bolsonaro é transferido para o Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo
O candidato à Presidência pelo PSL, Jair Bolsonaro, foi internado na manhã desta sexta-feira (7) no Hospital Albert Einstein, na Zona Sul de São Paulo. A transferência de Bolsonaro da Santa Casa de Juiz de Fora para o centro médico da capital paulista foi decidida pela família após médicos considerarem o estado de saúde dele "extremamente estável".
Bolsonaro foi operado na quinta-feira (6), após ser esfaqueado durante comício no Centro da cidade mineira.
A cúpula do Einstein considerou que a transferência correu bem. Os principais riscos que serão monitorados são pneumonia (pois o candidato ficou muito tempo em choque e perdeu cerca de 2 litros de sangue) e infecção (por causa do vazamento de massa fecal na cavidade abdominal).
A previsão de internação é de sete a dez dias. A retomada das atividades só deve ocorrer em 20 dias.
No início da tarde, o hospital divulgou boletim médico informando que Bolsonaro deu entrada às 10h43 e levado à Unidade de Terapia Intensiva (UTI). O candidato “passará por exames e uma avaliação médica realizada por equipe multidisciplinar”, segundo o boletim, assinado pelo diretor superintendente do hospital, Miguel Cendoroglo.
O voo com o candidato pousou no Aeroporto de Congonhas, na Zona Sul de São Paulo, às 9h44 desta sexta. Mais de 20 minutos depois, umaa ambulância levou o candidato do hangar até o helicóptero Águia, da Polícia Militar.
A aeronave o levou em cerca de 5 minutos até o heliponto do Palácio dos Bandeirantes, sede do governo paulista, no Morumbi, bem perto do Einstein.
Lá foi colocado em uma ambulância do próprio hospital e rapidamente levado ao centro médico (a transferência não foi feita diretamente porque seu heliponto está bloqueado).
Apoiadores do candidato estavam na porta do hospital aguardando a chegada da ambulância. “Eu amo ele”, disse a professora Luci do Vale Rocha, de 60 anos. Acompanhada da amiga Valeria de Oliveira, aposentada de 71 anos, ela vestia camiseta com foto de Bolsonaro e carregava uma bandeira do Brasil.
Pós-operatório
Bolsonaro estava internado na Santa Casa de Juiz de Fora, em Minas Gerais, onde passou por uma cirurgia após o ataque que sofreu na quinta (6), na mesma cidade mineira.
O médico do Albert Einstein que foi a Juiz de Fora e o acompanhou durante o voo, o gastroenterologista Antonio Luiz de Vasconcellos Macedo, gravou um vídeo em que elogiou a equipe da Santa Casa.
“Chegando lá, encontrei o candidato em excelentemente atendido pela equipe do doutor Eduardo, da UTI, que deve ser parabenizada. Uma cirurgia muito benfeita, de alta complexidade, pelo doutor Luiz Henrique, brilhante cirurgião de Juiz de Fora. Ou seja, um tratamento perfeito”, disse.
“O deputado já estava acordando, já estava bem consciente, ele recebeu pouca transfusão de sangue em função do grave sangramento que ele teve e hoje, apresentando melhora, nós optamos juntamente com a equipe de Juiz de Fora trazê-lo para cá e vamos continuar o tratamento dele no Hospital Israelita Albert Einstein”, acrescentou.
Segundo médicos ouvidos pela reportagem, o candidato está "extremamente estável", e não havia risco para a transferência. Por isso, a família de Bolsonaro decidiu pela internação no Einstein. Um médico do hospital paulistano acompanhou o candidato no voo.
Em um vídeo gravado (
AQUI) na Santa Casa de Juiz de Fora e divulgado pelo site "O Antagonista" e nas redes sociais pelo senador Magno Malta (PR), Bolsonaro diz que nunca fez mal a ninguém e que se preparava para os riscos da campanha eleitoral.
Bolsonaro foi atingido por uma facada na barriga durante um ato de campanha em Juiz de Fora na tarde desta quinta-feira (6). O agressor foi preso.
Segurança na campanha
Cada candidato a presidente da República tem direito a uma equipe de segurança de 21 policiais federais especializados em dar proteção a autoridades.
Jungmann reclamou que muitas vezes os candidatos não seguem o protocolo de segurança indicado pela Polícia Federal e que espera que o atentado contra Bolsonaro chame a atenção dos candidatos para os protocolos de segurança.
“Candidato procura ter contato. Quem lida com segurança sabe que isso faz parte do jogo, o problema é quando você vai para um nível de risco reiterado sobre a qual a segurança diz: não dá para fazer a segurança nessas condições. Isso foi chamada a atenção dele e outros candidatos também e o que se espera é que a partir de agora eles venham a cumprir o protocolo e ajudar a Polícia Federal a cumprir com a sua responsabilidade, que é fazer a segurança dos candidatos”, afirmou Jungmann.
O ministro afirmou que fará uma reunião neste sábado (8) com os coordenadores de campanha dos candidatos e em seguida com os candidatos para falar sobre segurança.
Cinco presidenciáveis solicitaram segurança da Polícia Federal durante a campanha: Jair Bolsonaro (PSL), Geraldo Alckmin (PSDB), Ciro Gomes (PDT), Marina Silva (Rede) e Álvaro Dias (Podemos).
Segundo Jungmann, Bolsonaro tem a maior das equipes de segurança entre os presidenciáveis. São 21 policiais federais, sendo que 13 deles estavam acompanhando o candidato durante o ataque.
De acordo com o ministro, outros 50 policiais militares reforçavam a segurança do presidenciável em Juiz de Fora.
"Quero deixar bem claro, durante as olimpíadas o presidente da França que aqui esteve, que era considerado de alto risco, teve 9 policias federais que fizeram a sua segurança", afirmou Jungmann.
Jungmann amenizou eventuais falhas na segurança de Bolsonaro. O minsitro disse que já havia alertado a família e a coordenação da campanha de Bolsonaro que seria difícil garantir a segurança do candidato quando ele se lançava à multidão e era carregado nos braços.
"Se nós fôssemos imaginar que sempre a falha é da segurança não haveria atentatdo político no mundo.Então, não dá pra se dizer isso. O que nós tínhamos observado no âmbito da Polícia Federal era que nos preocupava muito o fato de p candidato ser recebido em aeroportos por uma grade multidão", disse o ministro.
CAMPANHA SUSPENSA:
Diante de seu quadro de saúde, o candidato Jair Bolsonaro (PSL) vai ficar afastado da campanha eleitoral, sem previsão de voltar às ruas no curto prazo. Em um pronunciamento nas redes sociais, o presidente nacional do PSL, Gustavo Bebianno, convocou os seguidores a rezarem por Bolsonaro. “Hoje as eleições não importam. Você que está preocupado com a saúde do nosso capitão não se deixe esmorecer”, apelou.
FILHOS:
Flávio e Eduardo Bolsonaro, filhos do candidato, deixaram a campanha e seguiram para Juiz de Fora. Disputando o Senado, Flávio acompanharia o desfile de 7 de setembro no Rio de Janeiro e depois faria campanha em Rio das Ostras, Campos dos Goytacazes e Itaperuna. Eduardo gravou vídeo falando da situação do pai e escreveu nas redes sociais: “Soldado que vai à guerra e tem medo de morrer é um covarde”.
Com seis segundos em cada bloco do horário eleitoral gratuito, Bolsonaro estava investindo nas mídias sociais e na campanha de rua. Segundo as últimas pesquisas de intenção de votos, Bolsonaro lidera a corrida pelo Palácio do Planalto.
VICE DE BOLSONARO:
O candidato a vice-presidente, General Mourão, disse que o PSL não convocou reunião, mas que, neste momento, “o principal é organizar o dispositivo”. “O nosso compromisso é com o Brasil. Nosso projeto é esse. Nada vai nos deter”, afirmou.
Mourão recebeu a notícia da agressão quando chegava a Porto Alegre para um congresso de neurocirurgia. Nesta sexta-feira, retornará ao Rio de Janeiro, onde reside. “Bolsonaro é um homem forte. Vai se restabelecer para ganharmos no primeiro turno”, disse.