Israel permite ajuda humanitária em Gaza pelo Egito

O gabinete do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu disse que a decisão foi aprovada após um pedido do presidente dos EUA, Joe Biden.


  • 18/10/2023, 16h55, Foto: Divulgação.

Israel afirmou nesta quarta-feira (18) que permitirá ao Egito entregar ajuda humanitária à Faixa de Gaza. O gabinete do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu disse que a decisão foi aprovada após um pedido do presidente dos EUA, Joe Biden.

Mais cedo, Biden já havia dito que Israel concordou em permitir que o Egito envie ajudas humanitárias ao povo de Gaza com a condição de não ser enviada a membros do Hamas. (Leia mais abaixo)

Num comunicado, o gabinete de Netanyahu afirmou que “não impedirá” as entregas de alimentos, água e medicamentos, desde que os fornecimentos não cheguem ao Hamas.

O comunicado de Israel não menciona o envio de combustível, item essencial para fazer funcionar os geradores que suprem a falta de energia em Gaza, inclusive em hospitais.

Não estava claro quando a ajuda começaria a fluir. A passagem de Rafah, no Egito, tem apenas capacidade limitada e o país afirma que foi danificada por ataques aéreos israelenses.

Israel, que controla a maioria das passagens para Gaza, afirma que não permitirá entregas a partir do seu território. Também exigiu que a Cruz Vermelha Internacional fosse autorizada a visitar israelenses raptados e mantidos em cativeiro em Gaza.

Visita de Biden a Israel   Joe Biden, presidente dos Estados Unidos, anunciou nesta quarta-feira (18), apoio financeiro de US$ 100 milhões em ajuda humanitária a Gaza, além de um pacote "sem precedentes" para a defesa de Israel contra o Hamas. A declaração foi feita durante um discurso em Tel Aviv. (Leia mais abaixo)

O presidente americano desembarcou em Israel nesta quarta e se reuniu com o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, para discutir o conflito no Oriente Médio.

Durante a reunião, Biden afirmou que os EUA irão fornecer tudo que Israel precisa para se defender.

 'Atrocidades lembram os piores atos do Estado Islâmico'   O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, disse que as atitudes do Hamas durante o dia 7 de outubro lembram os piores ataques do Estado Islâmico. Ele também comparou a incursão do Hamas com o ataque de 11 de setembro de 2001 nos EUA, quando aviões controlados por terroristas se chocaram contra as torres gêmeas, em Nova York.

Explosão em hospital de Gaza   Na terça-feira (17), uma explosão no hospital Ahli Arab, em Gaza, matou centenas de pessoas. O Hamas apontou Israel como responsável. O governo israelense acusou o Jihad Islâmica. O grupo negou responsabilidade e acusou Israel. Os governos britânico e norte-americano disseram que investigarão a explosão. Mais cedo, Joe Biden disse acreditar que a explosão no hospital "parece ter sido obra do outro lado", isto é, de algum dos grupos palestinos.



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