As Forças de Defesa de Israel anunciaram ter bombardeado 150 alvos subterrâneos do Hamas, durante a madrugada deste sábado (28). Os militares também anunciaram ter ampliado as operações terrestres na Faixa de Gaza.
Os ataques aos alvos subterrâneos do Hamas destruíram túneis, espaços de combate subterrâneos e outras infraestruturas do grupo no norte da Faixa de Gaza. (Leia mais abaixo)
As Forças de Defesa de Israel também disseram que expandiram suas operações por terra a partir do norte de Gaza. Um vídeo divulgado pelos militares mostra vários tanques circulando pela região.
Até a última atualização desta reportagem, as tropas continuavam dentro da Faixa de Gaza, segundo o porta-voz militar Daniel Hagari. Hagari afirmou ainda que Israel vai "ampliar o esforço humanitário", permitindo que caminhões entrem no sul de Gaza com alimentos, remédios e água.
Chefes do Hamas são mortos A Defesa israelense anunciou ter assassinado o chefe da ala aérea do Hamas, Asem Abu Rakaba. Ele seria o responsável por coordenar a invasão do dia 7 de outubro pelo ar, com o uso de parapentes.
Outra liderança executada foi o comandante das Forças Navais da Brigada da Cidade de Gaza do Hamas, Ratib Abu Tzahiban. Ele é acusado por Israel de tentar fazer uma infiltração naval contra o país em 24 de outubro.
Além disso, Israel disse ter contra-atacado o Hezbollah, após o grupo armado ter lançado foguetes em direção ao território israelense na sexta-feira (28). Em resposta, os militares israelenses atacaram bases do grupo no Líbano, neste sábado. (Leia mais abaixo)
Três semanas de guerra
O conflito entre Israel e o Hamas completa três semanas neste sábado A guerra começou no dia 7 de outubro, depois que o grupo terrorista invadiu e lançou foguetes contra o território israelense. De lá para cá, milhares de pessoas morreram ou ficaram feridas.
Neste momento, o conflito entra em uma nova fase de tensões após Israel intensificar as operações terrestres contra o Hamas na Faixa de Gaza. Uma ocupação por terra é prometida pelo governo israelense desde o início da guerra.
Enquanto isso, civis palestinos enfrentam escassez de recursos básicos, como água, alimentos, remédios e combustível. Aliados da Autoridade Palestina tentam negociar um cessar-fogo ou pausas humanitárias para ajudar a população.
Ainda na sexta-feira, a Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas aprovou uma resolução simbólica para trégua no conflito entre Israel e Hamas. (Leia mais abaixo)
Ao todo, 120 países votaram a favor da resolução, enquanto 45 se abstiveram e 14 rejeitaram — incluindo Estados Unidos e Israel. O documento não tem efeito prático, mas demonstra peso político.