16/07/2016 03h53 | Foto: Reprodução
Seja para radicalizar, mudar o astral ou até mesmo para interpretar um bom personagem. Raspar a cabeça está em alta e qualquer mulher pode entrar no clima, desde que tenha atitude, é o que ressalta o hair stylist Ciro Batistela, da Ophicina do Cabelo. “As mulheres são mais independentes, assim, fica mais fácil de ter atitude para ousar. Essa onda da cabeça raspada também é reflexo da cultura da nostalgia, ligada ao movimento punk”, explica Ciro. “Na minha opinião, as mulheres ficam muito bonitas de cabelo bem curtinho, e eu adoro cortar. Mas se não tiver estilo e atitude, não funciona”, acrescenta. (Leia mais abaixo)
Isabella Santoni viveu a experiência de raspar a cabeça para viver uma personagem com leucemia, na próxima novela das 21h, ‘A Lei do Amor’. Já a new face do universo da moda Ana Schimiloski passou a máquina dois para a temporada de desfiles Verão 2017. Ela tinha o cabelo na altura da cintura, cultivado por 11 anos, mas foi sua ousadia que a levou para outro patamar. Isso, claro, se refletiu em grande destaque na mídia e muitos trabalhos, até propaganda de xampu ela fez, mesmo quase careca.
100% careca
Bianca Gabriel é daquelas que sabe se empoderar. Para incentivar outras mulheres a tomarem coragem para ficar careca, a estudante de administração, de 28 anos, criou o blog ‘Relatos de Uma Careca’, onde conta histórias de mulheres que viveram a experiência. “É um incentivo, e também para quebrar os padrões de beleza impostos. Algumas ficam carecas porque querem, outras por motivos de doença. No meu caso, foi estado de espírito mesmo. Depois que tive filho, não queria perder tempo cuidando de cabelo e nem gastar dinheiro com isso”, conta Bianca. Para ela, muitas pessoas não têm coragem de radicalizar por conta dos ‘padrões’. “Muitas carecas não conseguem emprego, ainda são discriminadas. As pessoas acham que, se a pessoa está careca, é porque raspou para o santo ou porque é lésbica. Várias mulheres querem raspar, mas não fazem porque ficam com vergonha ou porque acham que ficam menos femininas, mas isso não tem nada a ver. Outras dependem da aprovação do parceiro. Eu dei sorte, o meu marido que raspa minha cabeça”, diverte-se.