Historicamente, o Irã sempre se recusou a reconhecer Israel e o considera seu arqui-inimigo regional. Justo por isso, o país é considerado um risco potencial na ampliação dos atuais conflitos vividos no oriente médio entre israelenses e palestinos. Há tempos, Teerã apoia financeira e militarmente o Hamas.
Seu líder supremo, aiatolá Ali Khamenei, negou na última terça-feira (10) "rumores" de que o Irã esteja envolvido no ataque do Hamas, embora tenha instado "todo o mundo islâmico" a apoiar os palestinos. (Leia mais abaixo)
Sua intervenção foi incomumente rápida e explícita, considerando-se que costuma esperar muitos dias antes de comentar estas questões.
Ontem, o presidente francês, Emmanuel Macron, disse que considerava "provável" que o Hamas tenha recebido "ajuda" externa em seu ataque contra Israel, mas reconheceu não haver "rastro formal" de um "envolvimento direto" de Teerã.
Israel nunca descartou uma ação militar contra o programa nuclear do Irã e, segundo os observadores, tem estado por trás de várias operações dentro desse país nos últimos anos.
"A cooperação do Irã com o Hamas não é nova, mas não vejo Teerã se arriscando a uma conflagração regional", afirma Levallois.
Para Denis Bauchard, conselheiro do Instituto Francês de Relações Internacionais (IFRI), a questão-chave é quem é o principal inimigo de Israel neste conflito: "É apenas o Hamas, ou é o Irã?". (Leia mais abaixo)
"Existe, sobretudo, o risco de uma conflagração, se Israel considerar - com ou sem razão - que o Irã estimulou essa operação", completa.