Integrante de uma quadrilha que roubava celulares e os desbloqueava para que fossem vendidos e reutilizados, um jovem de 22 anos, foragido da Operação Quebrando a Banca, realizada em meados de dezembro de 2018, foi preso pela Polícia Militar nesta sexta-feira (08/02), em Campos.
PMs localizaram o acusado em uma casa no Parque Alvorada, em Guarus. Com ele, foram apreendidos um tablet e uma máquina de cartão e crédito. (Leia mais abaixo)
Com essa prisão, a polícia coloca atrás das grades um total de 14 suspeitos.
RELEMBRE:
A Operação Quebrando a Banca" colocou atrás das grades membros de uma quadrilha que roubava celulares e os desbloqueava para que fossem vendidos e reutilizados: 13 pessoas foram presas e 700 celulares e 40 tablets apreendidos.
O balanço foi divulgado durante entrevista coletiva realizada na 134ª DP/Centro. Ainda há 14 acusados foragidos. Foram seis meses de investigações realizadas por agentes da 134ª DP/Centro, coordenados pelo delegado Geraldo Rangel.
A OPERAÇÃO (Leia mais abaixo)
A operação 'Quebrando a Banca', comandada pelo delegado Geraldo Rangel, titular da 134ª DP/Centro, com participação do promotor de Justiça Fabiano Rangel Moreira, da Promotoria de Investigação Penal de Campos, mobilizou 150 policiais civis, militares e rodoviários federais. Ao todo, foram 25 mandados de prisão e 40 de busca e apreensão são cumpridos contra camelôs e outros acusados. Com um dos presos a polícia apreendeu o valor de R$ 4.367 em dinheiro.
Investigações apontam que os celulares roubados em assaltos são desbloqueados no Camelódromo de Campos por pessoas ligadas a um esquema de fraude para liberar o uso de aparelhos bloqueados. Através de monitoramento foi descoberto que, alguns assaltantes cometem os assaltos e vão direto para o camelódromo para desbloquear os celulares. Os camelôs trocam o código de fabrica dos smartphones para que eles possam ser vendidos e reutilizados.
A operação acontece no Shopping Popular Michel Hadadd, o Camelódromo, no Parque Alberto Sampaio, no Centro, e também nas casas dos acusados, a maioria em Guarus. A operação também acontece nas cidades de Itaperuna e São Francisco de Itabapoana.
COMO ERA FEITO Os criminosos conseguem desvincular um aparelho do e-mail do proprietário, liberando aplicativos para serem utilizados por outro usuário.
A outra fraude, mais grave, consiste em "clonar" um celular bloqueado. Assim como acontece com carros roubados, ladrões encontraram uma forma de trocar o código de fábrica dos smartphones. (Leia mais abaixo)