Inquérito policial isenta advogados suspeitos de coação em Campos

CASO DA MORTE DE EMPRESÁRIO – Advogados suspeitos de coação de testemunha não foram indiciados após investigações da Polícia Civil


  • 28/02/2025, 06h27, Foto: Campos 24 Horas.

Postado por Fabiano Venancio - A delegada Carla Guimarães Tavares (foto acima),  titular da delegacia do Centro de Campos, encaminhou ao Ministério Público o relatório final onde decidiu pelo não indiciamento dos advogados G.A.R., T.R.R.S. e R.A.P., suspeitos de coação de testemunha no caso do assassinato do empresário Renato Maciel, morto em dezembro de 2023 (Aqui), no bairro do IPS, por tiros disparados pelo também empresário Rogério Machado Lopes, o "Xerife". A advogada Andréa Paes Gazire, que defende um dos profissionais do Direito que estão sob acusação, falou ao Campos 24 Horas.

Uma testemunha alegou ter sido vítima de coação e sequestro ao ser levada para um galpão pelos advogados e familiares de Rogério para que mudasse seu depoimento a fim de favorecer o réu que se encontra preso pela prática do homicídio. Entretanto, sob alegação de falta de evidências suficientes que pudessem levar à comprovação dos crimes, a delegada decidiu pelo não indiciamento dos advogados ao encerrar as diligências. (Leia mais abaixo)

Os depoimentos de testemunhas, principalmente uma identificada pela inicial D., foram fundamentais para a decisão da delegada.

De acordo com Dayse, a testemunha Monicke lhe pediu para intermediar uma aproximação da família de Rogério com o intuito de mudar sua declaração no depoimento a fim de beneficia-lo.

"Ela disse que queria mudar o depoimento, pois o seu coração assim queria. Ademais, alegou que Renato já estava morto. Em nenhum momento falou que estava sendo coagida ou ameaçada", contou D. na oitiva.

A testemunha ainda acrescentou. "Depois, Monicke falou que sua intenção mesmo era o de arrancar dinheiro da família de Rogério, chegando a dizer que pediria R$ 50 mil pela mudança do depoimento".

A mãe de Monicke, de iniciais . N., também prestou depoimento e disse que, em momento algum a filha afirmou estar sendo vítima de coação ou ameaças. (Leia mais abaixo)

Segundo a advogada Andréa Paes Gazire, que patrocina a causa de um dos advogados, "apesar da delegada ter feito a coleta de provas e concluído não ter havido prática de crime, os três profissionais continuam sob restrições, um com prisão domiciliar e outros com uso de tornozeleira eletrônica".

Ainda de acordo com a advogada, o MP entende que a Monicke é vítima no processo e pode decidir pela necessidade se produzir provas e dar continuidade às investigações.

Ainda vai acontecer a instrução criminal para que os advogados reúnam provas que concluam definitivamente pela inocência.



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