Inclusão e Solidariedade marcam o Dia Nacional da Luta Antimanicomial

Evento contou, entre outras atividades, com uma exposição de materiais criados pelos usuários dos CAPS


  • 19/05/2017 09h23 | Foto: Luis Macapá/Comunicação.
Nesta quinta-feira (18), último dia de programação da III Semana da Luta Antimanicomial Goitacá, a Praça do Santíssimo Salvador se transformou em um espaço de livre manifestação artística em comemoração ao Dia Nacional da Luta Antimanicomial. O evento, uma iniciativa do Programa de Saúde Mental da Secretaria de Saúde de Campos, em parceria com o Coletivo Estamira, da Universidade Federal Fluminense (UFF), contou, entre outras atividades, com uma exposição de materiais criados pelos usuários dos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), além da exibição de documentários que retratam a realidade manicomial no Brasil. De acordo com a coordenadora do Programa de Saúde Mental, a psicóloga Elisa Peralva, o evento serviu para consolidar o movimento de extinção progressiva dos leitos para internação de longa permanência em hospitais psiquiátricos do município. - Hoje é o Dia Nacional da Luta Antimanicomial e é a primeira vez que estamos realizando este evento aqui na Praça São Salvador, algo bastante importante para a nossa cidade. Em Campos, nós sabemos quais são os hospitais psiquiátricos, mas a grande maioria da população desconhece que o município possui quatro CAPS de atendimento de saúde mental, promovendo a inclusão dessas pessoas. Para se ter uma ideia, existem pessoas que vivem nesses hospitais de Campos, internadas há mais de 40 anos, esquecidas, é contra isso que estamos lutando e por isso questionamos os tratamentos tradicionais dispensado aos chamados loucos. Sabemos que existem casos que exigem internação, mas queremos mostrar que é possível que essas pessoas circulem de forma livre, que estejam incluídos no dia a dia da cidade – explica a coordenadora. A coordenadora dos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), Renata Manhães, explicou que o município possui sete unidades: CAPS AD (Ari Vianna), CAPS II (Dr. João Batista Araújo da Silva Júnior), CAPS III (Dr. Romeo Casarsa), CAPS i (Dr. João Castelo Branco), PU Psiquiátrico, UAI (Unidade de Acolhimento Infantil) e Residência Terapêutica (RT) e que a saúde mental também contempla os usuários de álcool e drogas. - Todos os que chegam aos CAPS trazem um sofrimento, uma história de vida. É isso que priorizamos na assistência e não acreditamos que essas pessoas sejam rotuladas por diagnósticos, estamos aqui para desconstruir essa ideia. Estamos aqui para também para reafirmar a política de redução de danos, preconizada pelo Ministério da Saúde que prevê a assistência aos usuários de álcool e outras drogas dentro dessa perspectiva comunitária, social, com direito à convivência, para que o sujeito seja visto a partir do sofrimento dele. Isso é o que deve ser priorizado na assistência – destaca a coordenadora dos CAPS. Fonte: Comunicação/PMCG



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