Está estabelecido o impasse entre professores de Campos e a Secretaria Municipal de Educação, Ciência e Tecnologia que anunciou o retorno às aulas no sistema híbrido durante esta fase da pandemia da Covid 19. O núcleo local do Sindicato Estadual dos Professores (Sepe) reiterou que mantém o mesmo posicionamento anunciado após a assembléia do último dia 02 em voltar às salas de aulas apenas com a segunda dose da vacinação.
— Nós tivemos quase 200 profissionais da educação em nossa assembleia que deliberou pelo retorno aulas presenciais de forma hibrida apenas com a imunização em duas doses nestas 10 escolas que iniciarão o ensino híbrido. Sendo assim foi aprovada a greve em defesa da vida— disse a coordenadora do Sepe, Odisseia de Carvalho. (Leia mais abaixo)
A professora ponderou que “as escolas são espaços de aglomeração e de circulação do vírus. Portanto, quando a gente solicita a vacinação dos profissionais é no sentido de nos proteger, mas também aos nossos alunos e alunas, pais e responsáveis”.
— Além disso, é precisamos ver estrutura de nossas escolas com higienização e testagem. Já vimos o que ocorreu em outros municípios, estados e até em outros países onde o retorno aulas presenciais sinônimo de circulação do vírus. Estamos com a cepa indiana presente inclusive no município de Campos. Todas estas questões que não podem deixar de ser debatidas — reivindicou. Segundo o governo, as aulas terão início em menos de três semanas.
O Prefeitura de Campos, através de nota da Secretaria, enumerou argumentos na resposta ao posicionamento do Sepe, ao assinalar que o ensino híbrido não representa violação dos direitos dos profissionais. “A decisão do Sepe reflete o papel institucional da entidade. No entanto, o próprio Ministério Público Estadual concorda que o ensino híbrido não representa nenhuma violação dos direitos dos profissionais, das crianças e adolescentes, e entende ser necessária a implantação dessa modalidade de ensino”.
A Secretaria acrescenta ainda outras ponderações. “Além disso, o ensino híbrido não é obrigatório e caberá aos pais a escolha de permanecer no modelo virtual ou aderir ao sistema híbrido”.
O prefeitura também alega que, “considerando as condições sanitárias atuais do município, que estão controladas, dará seguimento ao Plano Municipal de Ensino Híbrido Seguro, conforme planejamento previsto e construído com apoio do MPE, visto que muitos alunos excluídos digitalmente não conseguiram acompanhar as aulas virtuais. Assim, é dever da Secretaria cuidar da aprendizagem de todas as crianças e adolescentes matriculados na rede municipal”. (Leia mais abaixo)
No comunicado, assinala ainda que “esse modelo de ensino é uma tendência em todo país e visa ampliar as oportunidades para esses alunos sem acesso à internet, uma vez que as escolas ficaram praticamente paralisadas durante todo o ano de 2020, causando grande impacto nas aprendizagem, particularmente no município de Campos, que ficou sem nota no Ideb no ano passado”.
Por fim, a Secretaria de Educação, Ciência e Tecnologia assinala ainda que, “conforme acordo com o Ministério Público Estadual, o início do modelo híbrido nas escolas particulares se dará por etapa de ensino, começando pela educação infantil, condicionado ao aval da Vigilância Sanitária e ao início de processo de imunização”.
“Além disso, em caso de o município retornar às fases laranja e/ou vermelha, as aulas deverão voltar imediatamente ao formato exclusivamente virtual. O ensino hibrido também está condicionado à adesão das unidades escolares ao Manual operacional republicado no Diário Oficial do Município nesta sexta-feira (11)”, conclui.