06/12/2016 14h03 | Foto: Divulgação

O protesto de centenas de servidores em frente ao prédio da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) se transformou num tumulto generalizado no início da tarde desta terça-feira. A confusão começou após um grupo tentar invadir a Casa, por uma das laterais, onde serão votadas as medidas do governo contra a crise. Bombeiros e seguranças correram para a sala da presidência do Palácio Tiradentes, onde havia uma reunião de deputados. Do lado de fora, homens do Batalhão de Policiamento de Grandes Eventos (BPGE) e da Força Nacional de Segurança estão lançando bombas de efeito moral e gás lacrimogêneo, e os manifestantes jogando rojão contra a PM.
A Avenida Antônio Carlos virou uma praça de guerra. É grande a quantidade de bombas arremessadas nas proximidades do Terminal Menezes Cortes e na Rua São Jasé. Dentro da Alerj, funcionários distribuíram máscaras nos corredores da Casa.
TRÂNSITO COMPLICADO
Devido ao protesto, o trânsito segue complicado. Segundo o Centro de Operações Rio (COR), da prefeitura, a Rua Primeiro de Março está interditada, assim como a Avenida Presidente Antônio Carlos. O tráfego está sendo desviado para a Avenida Almirante Barroso. Há retenções na região. Agentes da CET-Rio atuam nos principais pontos de bloqueio.
Como rotas alternativas, os motoristas podem optar pelos túneis Santa Bárbara e Rebouças e pelo Aterro do Flamengo, que têm boas condições de tráfego. Na Lapa, outra opção é Avenida Mem de Sá, que apresenta pontos de retenção.
PROTESTO CONTRA PACOTES DO GOVERNO
A professora Marta Morais, coordenadora do Sindicato estadual dos Profissionais de Educação (Sepe), disse que as manifestações acontecerão em todos os dias de votação para que os deputados rejeitem o pacote.
— Começar a votação pela redução do salário do governador é uma demagogia. Uma forma de conquistar a opinião pública — disse a coordenadora do Sepe.
Do alto do carroro de som, o subtenente Mesac Eflain, líder dos bombeiros, convocou os colegas. Dezenas de Bombeiros, debaixo de forte sol, acompanharam as palavras de ordem contra a votação do pacote e o governo Luiz Fernando Pezão.
— Não vão votar nada — disse Mesac, que foi seguido por uma grande queima de fogos.
Fonte: O Globo