Nos últimos anos, o veterano técnico Paulo Henrique tem se lançado a desafios que termina quase sempre numa rotina no futebol do interior do Rio de Janeiro: conquistando títulos e levantando troféus. Foi assim, em 2017, no Goytacaz, quando depois de 25 anos levou o Azul da Rua do Gás, à Série A, após uma marcante vitória sobre o rival Americano, no estádio Eduardo Guinle, em Nova Friburgo, no histórico gol de Luquinha. Nesta matéria especial de domingo, o Campos 24 Horas mostra como o técnico veterano se lança em novo desafio com o mesmo empenho e dedicação de um iniciante,
“Eu falei para o pessoal do Goytacaz. Contrata o Paulo Henrique que eu vou levar o time para a primeira divisão. Foi uma pena que não houve a continuidade do trabalho”, disse o ex-lateral e capitão do Flamengo durante 12 anos. (Leia mais abaixo)
No Macaé, Paulo Henrique tenta alcançar a mesma proeza e já avançou aos primeiros degraus: já levou o time macaense a disputa da final do primeiro turno da Série B1.
A decisão da Taça Santos Dumont em jogo único, contra o Volta Redonda, na próxima), no Estádio Antônio Ferreira de Medeiros, em Cardoso Moreira, ficou com o time da Cidade do Aço.
Agora resta a Taça Corcovado (segundo turno) ao Macaé para que o time assegure presença na final da competição.
“É muito gratificante voltar para a região onde eu nasci. Eu nunca tive a oportunidade de dirigir o Macaé, um time da minha cidade porque quando eu saí daqui para jogar no Flamengo, Quissamã ainda pertencia a Macaé. Então, eu nasci macaense”, lembrou.
Mas essa história de prometer e cumprir começou no próprio Quissamã. “Comecei a dirigir o Quissamã na terceira divisão, subimos para a segunda e conquistamos o acesso à primeira divisão em 2012”, recorda. (Leia mais abaixo)
Na época, o time revelou o maior ídolo da sua história, o lateral-esquerdo Cortês que defendeu o Grêmio, Botafogo, São Paulo e Benfica (Portugal). Cortês hoje atua no Avaí.
Para o Macaé, Paulo Henrique levou seu fiel escudeiro, o auxiliar técnico Souza, com quem trabalhou no Goytacaz. Velhos conhecidos, ambos começaram uma longa amizade na década de 1970, quando Paulo dirigiu o Americano com Souza em início de carreira.
A propósito, nas melhores épocas dos dois times de Campos lá estavam Paulo Henrique. “Era uma época em que o Americano estava no auge, vencemos inclusive o Santos na estreia do Campeonato Brasileiro. O Souza estava começando. E no Goytacaz montamos aquele time que deu tantas alegrias a torcida, com Cebolinha (Jorge Luiz), Totonho, Paulo Marcos, Zé Neto, Palinha. Wilson Bispo, Ricardo Batata, Piscina... Era , muito bom aquele time”, lembra o treinador.
No Macaé, PH abraçou o projeto que mira o retorno do alvianil praiano aos seus melhores dias no futebol do Estado do Rio de Janeiro, até mesmo com foco nas competições nacionais. “Nosso objetivo é esse. Subir para a elite no estadual e voltar a disputar campeonato nacional na Série D”, conta.
Além de Souza, o comandante do Leão praiano levou outros conhecidos do futebol campista como o próprio Luquinha, Luan e Anderson Canhoto. (Leia mais abaixo)
Com o mesmo empenho e dedicação de um iniciante, lá vai o veterano Paulo Henrique se lançar a outro desafio, abrindo caminhos e escrevendo nova página na história na sua bonita e gloriosa carreira.